Huambo: Defendido melhor aproveitamento das florestas para aumento do PIB

Floresta (ANGOP)
Floresta (ANGOP)
Floresta (ANGOP)

A coordenadora do curso de engenharia florestal da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos, Virgínia Quartin, defendeu hoje, sexta-feira, na cidade do Huambo, melhor aproveitamento das florestas angolanas, para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Falando num debate radiofónico, por ocasião do Dia Mundial da Árvore e da Floresta, a celebrar-se no sábado, a especialista afirmou que o país tem enormes recursos florestais que deviam, além de aumentar o PIB, contribuir para a diversificação da economia e da arrecadação de receitas para o Orçamento Geral do Estado.

Apontou, como exemplos de melhor utilização das florestas, o fomento do eco-turismo, o aproveitamento das frutas silvestres para consumo humano e plantas medicinais para o tratamento de certas doenças que assolam a população.

A julgar pela raridade de algumas frutas silvestres do país e de plantas com reconhecido valor medicinal, a especialista sugere que seja feito algum investimento na transformação dos mesmos para serem, posteriormente, exportados.

“As florestas não servem apenas para produzir oxigénio, nos protegerem dos ventos ou, então, de matéria-prima na produção de mobiliário. São, também, um potencial de riqueza, desde que bem exploradas”, argumentou.

Quanto ao estado das florestas na província do Huambo, Virgínia Quartin mostrou-se descontente com o aumento do abate de árvores para fins diversos, sem que, no entanto, seja feito o devido repovoamento.

Reconheceu as limitações que a brigada do Instituto de Desenvolvimento Florestal enfrenta para controlar a exploração anárquica das florestas, tendo, por isso, aconselhado os que insistem cortar árvores a esforçarem-se na substituição, através da plantação de outras. (portalangop.co.ao)

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