Hoje é Dia Mundial do Rim

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Assinala-se hoje, 12 de Março, o Dia Mundial do Rim, para alertar a população do planeta, no sentido da prevenção das doenças renais, que na maioria das vezes têm uma evolução silenciosa e só é descoberta mediante a realização de exames periódicos.

A efeméride, instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e comemorada anualmente na segunda quinta-feira do mês de Março, tem ainda como objectivo, alertar a população com relação a adopção de hábitos saudáveis, ingestão de agua, mudança de estilo de vida e autocuidado das doenças crónicas não transmissíveis, como a hipertensão arterialsistêmica, diabetes mellitus e obesidade.

Este ano, 2015, o Dia Mundial do Rim é comemorado sob o lema “Rins saudáveis”.

O rim, que tem a função de filtrar todo o lixo que ingerimos com os alimentos e o produzido pelo organismo no dia-a-dia, é o principal regulador da Pressão Arterial em Todo o sistema circulatório.

Assim, se o rim estiver com problemas, podemos ter Pressão Alta, Anemia, Osteoporose e todos os problemas relacionados com dor nos ossos, gastrite e úlcera, fraqueza geral, cansaço, perda de memória, porque o lixo acumulado faz mal aos órgãos do corpo, inclusive o cérebro.

Várias doenças, especialmente a diabetes e a hipertensão atingem os rins e levam à perda da sua capacidade de filtração. Os rins têm inúmeras funções, entre as principais a de filtrar o sangue de impurezas geradas pelo corpo e também a de manter a quantidade de água e sal necessária para manter a hidratação normal e a pressão arterial.

Muitas doenças atingem os rins e diminuem a sua capacidade de filtrar o sangue. Nas doenças renais avançadas, em que a filtração renal está abaixo de 10% do normal, a concentração de impurezas no sangue fica muito alta e, se o sangue não for filtrado artificialmente, ou por um rim transplantado, o paciente morre.

A diabetes mellitus e a hipertensão estão entre as principais causas de perda da filtração dos rins. Com o aumento da expectativa de vida, muitas doenças, entre elas a diabetes tipo 2 e a hipertensão, estão igualmente aumentando e, então, as doenças renais também aumentam.

A aterosclerose, que causa enfarto cardíaco e derrame cerebral, também atinge as artérias dos rins e contribuem para diminuição da filtração dos rins. Além disso, o próprio envelhecimento também causa redução da filtração renal.

A diálise pode ser feita, tanto pela filtração do sangue na máquina de hemodiálise, tanto pela cavidade abdominal, pela diálise peritoneal. A hemodiálise é realizada três vezes por semana, cada sessão com duração de 4 horas. A diálise peritoneal é realizada na casa do paciente com auxilio de uma máquina que faz as trocas com sistema automático.

O transplante renal necessita de doador, seja ele vivo ou doador falecido. Apesar da independência que o paciente tem, por não precisar da diálise, ele precisa usar medicação para evitar a rejeição.

A sobrevida de um rim transplantado é de cerca de 80% em 5 anos e de 60% em 10 anos. No caso de perder o transplante, o paciente pode voltar para a diálise e, até mesmo, fazer outro transplante mas, neste caso, as chances de rejeição aumentam muito e a sobrevida renal diminui consideravelmente. (portalangop.co.ao)

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