Governo de Cabo Verde interpelado sobre recursos do Estado

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde (CaptainTom/Wikipédia)
José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde (CaptainTom/Wikipédia)
José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde
(CaptainTom/Wikipédia)

A discussão do projecto de lei sobre os estatutos dos titulares de cargos políticos vai marcar a sessão parlamentar de Março na Assembleia Nacional que teve início hoje.
Esta segunda-feira fica marcada pela interpelação ao Governo sobre a utilização de recursos do Estado como factor de condicionamento eleitoral e a corrupção no acesso a cargos públicos, introduzida pelo MpD.

O Movimento para a Democracia denunciou a existência de 3 milhões e trezentos contos previstos no Orçamento de Estado de 2015 para o financiamento de actividades partidárias do PAICV, através do Ministério da Juventude tutelado por Janira Hopffer Almada.

Depois de um aceso debate e no rescaldo através da rádio pública, o deputado do MpD, Abraão Vicente disse que o Movimento para a democracia provou que o Governo utiliza recursos do Estado como factor de condicionamento eleitoral e a corrupção no acesso a cargos públicos.

Por seu turno, a Ministra da Juventude, Janira Hopffer Almada disse que durante o debate parlamentar o MPD não provou nada.

Ao longo da interpelação ao Governo sobre a utilização de recursos do Estado como factor de condicionamento eleitoral e a corrupção no acesso a cargos públicos, introduzida pelo MpD; deputados da oposição afirmaram que os Ministérios da Juventude e do Desenvolvimento Rural transferem verbas para a Fundação Dona Ana, dirigida pela mãe de Janira Hopffer Almada; as governantes desmentiram e a ministra do desenvolvimento rural disse que o que existe é uma parceria estratégica com a fundação Dona Ana, mas que não envolve recursos financeiros.

O grande tema neste momento em debate no arquipélago prende-se, pois, com o estatuto dos titulares de cargos políticos.

José Manuel Vaz, Presidente da Confederação dos Sindicatos Livres, afirmou a João Matos que esse texto deve ser adoptado, ao mesmo tempo que o estatuto das carreiras dos funcionários. (rfi.fr)

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