Geração 80’ no Fespaco: Tchiloia leva Angola a Ouagoadougou

Tchiloia Lara, produtora independente. (Foto: D.R.)
Tchiloia Lara, produtora independente. (Foto: D.R.)
Tchiloia Lara, produtora independente.
(Foto: D.R.)

Uma vez mais, Angola participará no Festival Panafricano de Cinema (Fespaco’2015 ), o maior evento da cinematografia em África. Pela terceira vez consecutiva, o Goethe Institut Angola levará cineastas angolanos, no âmbito do programa ‘Moving Africa’. Depois de Miguel Hurst, em 2011, e Jorge Palma (2013), Tchiloia Lara marcará presença no certame a decorrer entre 27 de Fevereiro e 5 de Março.

Tchiloia Lara, actualmente uma produtora independente, diz-se satisfeita pela oportunidade de participar deste intercâmbio com várias gerações de africanos com cartas dadas no cinema. Para além da angolana, estarão participantes doutros países de África que os Goethe-Institut dos respectivos países enviarão, nomeadamente Nigéria, Uganda, Senegal, Tanzânia, Camarões, Costa do Marfim e Zimbabwe.

Desde 2004, a cineasta angolana tem trabalhado em projectos e eventos de produção artística, como são os casos do projecto “Musikando” (2006 e 2007), uma iniciativa onde emergiram cantores como Selda, Toty S’amed e a sua banda os The Kings, a banda Os Contrastes.

Geração 80 (Foto: D.R.)
Geração 80
(Foto: D.R.)

O festival ‘Solidário de Loanda a Luanda’, de 2009, um evento que englobou várias modalidades artísticas em homenagem à cidade de Luanda. Coordenou e produziu “O Homem, o Espaço e a Cultura”, no Elinga Teatro, em Luanda. Foi assistente de produção nos premiados e aclamados “Alambamento” de Mario Bastos” e no documentário “Angola Death Metal”. A engenheira de formação criou, em 2010, a produtora “Geração 80”, juntamente com Jorge Cohen e Mário Bastos, com a qual conta estórias e histórias de angolanos para angolanos.

Iniciativa de uma equipa jovem, dinâ- mica e apaixonada por novos desafios, tendo como objectivos contribuir para as novas gerações. A Geração 80 cria, produz e capta de Q uatro meses depois de apresentar a sua mais recente obra literária no Centro Cultural Portugues em Luanda, o poeta e crítico literário Lopito Feijoó vai apresentar na União dos Escritores Angolanos, próxima quarta-feira, 18, a sua mais recente obra literária, intitulada “Desejos de Aminata”. A obra será apresentada pelo escritor Conceição Cristóvão enquanto que o ensaista e jornalista Norbeto Costa, na ocasião, falará sobre o perfil literário do autor. forma rentável, profissional e criativa nos mais diversos formatos na área do audiovisual em Angola. Estão empenhados no desenvolvimento da cultura e das artes com e para os angolanos.

Outros jovens da fornalha dos audiovisuais fazem parte da produtora, com destaque para Hugo Salvaterra, Kamy Lara, Ery Claver, Jorge Pereira, Paulo Agostinho, Oswald Juliana, Edivaldo António e Sérgio Afonso. O projecto ‘Angola nos Trilhos da Independência’ é o mais importante da produtora. Com 57 meses, 900 horas de material audiovisual recolhido em território angolano e internacional, com cerca de 700depoimentosde protagonistas da luta anti-colonial. Com o foco de perpetuar factos históricos de Angola, o projecto sairá no âmbito nos 40 anos da Independência de Angola e teve como mentores o general Paulo Lara e Associação Tchiweka.

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

Num pequeno círculo será também exibida a curta-metragem ‘Urban Motion Angola’ que, em Novembro de 2014, foi apresentada no projecto ‘Cinema No Telhado’. O filme que resultou de uma colaboração em 2012 entre a ‘Geração 80’ e a ‘Stocktown Films’ que visitou Angola e entrevistou artistas inovadores e criativos em Luanda, como Nástio Mosquito, Ho Chi Fu, Titica e Sacerdote. Urban Motion Angola faz parte da Afripedia, que é uma plataforma e um guia visual para a arte, fotografia, artes plásticas, vídeos, moda, design, música e cultura contemporânea de criativos africanos espalhados por todo mundo.

POR DENTRO DO FESTIVAL

O Fespaco (Festival Panafricano de Cinema e Televisão) de Ouagadougou (Burkina Faso) é o maior festival de cinema da África e acontece a cada dois anos. O mesmo aceita para a competição apenas filmes de cineastas africanos e principalmente produzidos na África. O festival oferece a profissionais de cinema africanos a oportunidade de estabelecer relações de trabalho, trocar ideias e promover o seu trabalho. O objetivo declarado do Fespaco é “contribuir para a expansão e desenvolvimento do cinema africano como meio de expressão, educação e sensibilização”. Tem trabalhado também no estabelecimento de um mercado para filmes africanos e profissionais da indústria. Desde a fundação da FESPACO, em 1969, o festival tem atraído participantes de todo o continente e doutras regiões. (A Capital)

Por: Analtino Santos

DEIXE UMA RESPOSTA