Franceses admiram “maré do século” no Monte Saint-Michel

No início da manhã, milhares de visitantes observaram o fenômeno no Monte Saint-Michel, na Bretanha. (REUTERS/Pascal Rossignol)
No início da manhã, milhares de visitantes observaram o fenômeno no Monte Saint-Michel, na Bretanha. (REUTERS/Pascal Rossignol)
No início da manhã, milhares de visitantes observaram o fenômeno no Monte Saint-Michel, na Bretanha.
(REUTERS/Pascal Rossignol)

Milhares de franceses e turistas estrangeiros assistem neste sábado (21) ao fenómeno que ficou conhecido como “maré do século”, que atingirá uma altura rara na costa atlântica do país, em especial no norte. O espectáculo é observado no Monte Saint-Michel, um dos principais pontos turísticos da França, que ficará parcialmente submerso até a madrugada de domingo.

As águas do Atlântico vão subir até 14,6 metros, o equivalente a um prédio de quatro andares, um pico que será atingido por volta das 20h deste sábado (16h em Brasília). O fenómeno se repete a cada 18 anos, devido a um alinhamento excepcional da lua e do sol, que influencia nas correntes marítimas. Esta é a mais elevada maré registada no século 21.

A passarela que garante o acesso do continente ao Monte Saint-Michel deve ser totalmente coberta pelas águas. Milhares de curiosos garantiram desde cedo um lugar no famoso enclave turístico para contemplar a primeira maré alta, pela manhã.

Os ministros das Relações Exteriores, Laurent Fabius, e da Defesa, Jean-Yves Le Drian, também apreciaram a subida das águas no pitoresco povoado medieval. A prefeitura espera receber um recorde de visitantes ao cair da noite.

Parecido com uma ilha, o Monte Saint-Michel é classificado como património da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e recebe turistas durante o ano inteiro. Os períodos de maré alta, no entanto, são os mais procurados.

Riscos

Em Saint-Malo, na Bretanha, cerca de 20 mil pessoas assistiram ao fenómeno nesta manhã, segundo a prefeitura. Equipados de botas e capas de chuva, os curiosos não temem ser molhados pela água do mar, que se choca contra o dique protector da cidade.

Em todo o litoral, os pescadores também aproveitam a ocasião para capturar moluscos trazidos pelo mar. Ao longo dos últimos dias, as autoridades alertaram sobre os riscos da maré alta, que “sobe no ritmo de um cavalo galopante” e pode facilmente se transformar em uma perigosa armadilha. Algumas cidades se prepararam para o risco de enchentes, como Anglet, que proibiu o acesso aos diques.

O fenómeno também poderá ser observado no Reino Unido, no Canadá e no norte da Austrália. A última “maré do século” tinha ocorrido em 10 de Março de 1997. A próxima será em 2033. (rfi.fr)

 

DEIXE UMA RESPOSTA