Filomena Delgado na 59ª Sessão da Comissão da ONU sobre o Estatuto da Mulher

Ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado (Foto: Lino Guimarães)
Ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado (Foto: Lino Guimarães)
Ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado (Foto: Lino Guimarães)

Uma delegação multisectorial angolana chefiada pela Ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, participa, desde segunda-feira, em Nova Iorque, na 59ª Sessão da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher, que está a avaliar o desempenho dos países durante os 20 anos da implementação das recomendações da Conferência Mundial de Beijing.

Na abertura da reunião, a decorrer até ao dia 20 deste mês, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afiançou que as mulheres continuam a sofrer de forma desproporcional com a crise económica, o impacto da mudança climática e com os deslocamentos provocados pelos conflitos.

Disse, a propósito, que a promoção da autonomia é a melhor maneira de se alcançar o crescimento, a reconciliação e acabar com a radicalização, adiantando que a meta da ONU é conseguir a igualdade entre homens e mulheres até 2030.

Por seu turno, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Sam Kutesa, disse que, apesar de alguns progressos, ainda há desafios a enfrentar, tais como a violência contra mulheres e raparigas, os altos níveis de mortalidade materna em algumas regiões, as práticas e leis costumeiras, a distribuição desigual de recursos baseada no género e o acesso feminino à esfera política, além da falta de acesso ao crédito.

Em entrevista à Rádio das Nações Unidas em Nova Iorque, a Ministra Filomena Delgado falou dos planos de empoderamento feminino perante o período de austeridade devido à redução dos preços do petróleo.

“O orçamento está a ser revisto, vai ser aprovado ainda este mês. Pensamos que poderemos executar as nossas tarefas, não de mãos muito largas, mas vamos aprender a trabalhar com parte dos recursos com muita responsabilidade para não defraudar as expectativas dos angolanos”, afirmou

O debate vai centrar-se na avaliação da implementação dos 20 anos da Declaração de Beijing, adoptada por 189 países, em 1995, sobre políticas públicas relacionadas aos direitos das mulheres.

Um relatório sobre a revisão global acerca do progresso da igualdade de gênero, apresentado na sessão de abertura, conclui que o progresso para as mulheres nos últimos 20 anos tem sido “inaceitavelmente lento”, com áreas de estagnação e retrocesso.

O documento, preparado pela 59ª Comissão sobre o Estatuto da Mulher, refere que apesar de algum progresso, os líderes mundiais não fizeram o suficiente para implementar a Declaração de Beijing e o seu Plano de Acção. (portalangop.co.ao)

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