Filho do ex-presidente senegalês condenado a 6 anos de prisão por enriquecimento ilícito

O processo de Karim Wade mobilizou a atenção da opinião pública senegalesa durante semanas (AFP FOTO / GEORGES GOBET)
O processo de Karim Wade mobilizou a atenção da opinião pública senegalesa durante semanas (AFP FOTO / GEORGES GOBET)
O processo de Karim Wade mobilizou a atenção da opinião pública senegalesa durante semanas
(AFP FOTO / GEORGES GOBET)

Karim Wade, antigo ministro e filho do ex-presidente senegalês Abdoulaye Wade, foi hoje condenado a 6 anos de prisão efectiva e a mais de 210 milhões de euros de multa por enriquecimento ilícito, um dos advogados da defesa tendo desde já anunciado que vai recorrer da sentença junto do Supremo Tribunal.

O filho do antigo chefe de Estado senegalês tem estado a ser julgado desde o dia 31 de Julho do ano passado e foi acusado juntamente com uma dezena de outros réus de ter constituído um património abrangendo sociedades, bens imóveis, contas bancárias no Senegal e no estrangeiro através de complexas montagens financeiras, durante a época em que foi conselheiro e, em seguida, ministro do seu pai então presidente.

O desfecho deste processo que apaixonou durante largos meses a opinião pública senegalesa não deixou de suscitar emoção junto dos seus numerosos apoiantes. Pressentido pelo PDS, Partido Democrático Senegalês, formação do seu pai, para ser candidato às presidenciais de 2019, o antigo ministro de 46 anos poderia por enquanto ver o seu futuro político algo comprometido. Refira-se por outro lado que neste contexto já pouco favorável às ambições de Karim Wade, o actual chefe de Estado Macky Sall anunciou na semana passada que pretende organizar em 2016 um referendo com vista a reduzir de dois anos o seu mandato e, deste modo, organizar as próximas presidenciais em 2017, ou seja dois anos antes do período inicialmente previsto. (rfi.fr)

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