Fábrica de merenda escolar inicia produção este ano em Bom Jesus

Rosa Pacavira - Ministra do Comércio (Foto: Clemente dos Santos)
Rosa Pacavira - Ministra do Comércio (Foto: Clemente dos Santos)
Rosa Pacavira – Ministra do Comércio (Foto: Clemente dos Santos)

Uma indústria de merenda escolar, situada na localidade de Bom de Jesus, município de Icolo e Bengo, vai produzir, a partir de Novembro deste ano, produtos para fornecer às escolas de diversas regiões do país, no âmbito do programa “Merenda Escolar”, do Executivo angolano.

A informação é da ministra do Comércio, Rosa Pacavira. A responsável declarou hoje à Angop, à margem da sessão parlamentar que visou ouvir órgãos da administração do poder local do Estado e o ministro de Estado e chefe da Casa Civil da Presidência da República, Edeltrudes Costa.

Rosa Pacavira disse que existe uma iniciativa privada a ser implementada na região de Bom Jesus, em Luanda, cujo investimento está orçado em 360 milhões de dólares (aproximadamente 38 biliões de kwanzas).

“Pensamos que até Novembro a empresa esteja pronta para o arranque da produção da merenda escolar para o próximo ano lectivo 2016”, precisou a titular da pasta do Comércio à saída de uma das sessões da Assembleia Nacional, inserida nas discussões do Orçamento Geral do Estado Revisto para 2015.

Além desta fábrica que vai servir merenda escolar, a ministra do Comércio informou que existem outros projectos-pilotos como cozinhas comunitárias nas províncias do Bié, Lunda Norte e Uíge, que vão confeccionar e distribuir arroz doce, sopa e milho provenientes do Papagro – Programa de Aquisição dos Produtos Agro-pecuários.

“Essa indústria vai abastecer outras províncias, assim como a Lacteangol abastece oito províncias com os seus produtos. É uma forma mais organizada de as escolas beneficiarem de merenda sob orientação de nutricionistas. Aqui estão sendo acautelados os valores nutricionais dos alimentos”, reforçou a interlocutora.

A fábrica, segundo a ministra, vai produzir, a partir da mandioca, milho, tapioca e outros bens locais, papas, leite em pó e outros produtos alimentares pré-feitos.

“Com esses produtos, de rápido preparo, a escola ou o aluno deverá acrescentar apenas água quente e mexer para ficar pronta”, explicou.

Por outro lado, lançou um desafio aos empresários nacionais para que invistam nessa vertente. “Apelamos a outros empresários que montem fábricas de merenda escolar regionais para abastecermos o país todo, porque nos preocupa”.

A merenda escolar também é um factor de inclusão social. Um dos objectivos é diminuir o índice de reprovação e permitir que os alunos vão a escola com mais frequência”. (portalangop.co.ao)

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