Enguias-elétricas: Investigadores da Universidade Vanderbilt partem para uma experiência eletrizante (vídeo)

(EURONEWS)
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Os resultados, de um estudo da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos da América, explicam como as enguias-elétricas utilizam descargas elétricas, que podem chegar aos 600 volts, para localizar e neutralizar a sua presa.

Para melhor compreender este processo os investigadores utilizaram uma câmara de alta velocidade para captar, de forma mais precisa, o momento e o tempo que uma enguia leva a caçar e matar. Aquilo que constataram é que elas atacam uma parte do sistema nervoso das suas vítimas. Paralisam para depois matar:

“É uma espécie de controlo remoto tendo em consideração que as enguias-elétricas conseguem ativar, à distância, os neurónios das suas presas. Eles ativam, remotamente, os neurónios que, por sua vez, controlam os músculos das suas presas, tomando conta do seu sistema nervoso periférico”, adianta o biólogo Ken Catania, que liderou a investigação da universidade norte-americana.

As enguias-elétricas são diferentes daquelas que existem em, praticamente, todos os cursos de água doce portugueses. As elétricas, para além de darem choques que são fatais, vivem também em água salgada.

Para o biólogo Ken Catania, este peixe é um dos assassinos mais fascinantes do planeta, naturalmente, graças à sua constituição interna:

“Internamente, cerca de um quinto deste animal, talvez menos, é composto por órgãos normais, o restante são, principalmente, músculos que foram convertidos em baterias, alinhadas em série, como um enorme flash de luz, que geram energia”, explica o biólogo.

Ken Catania está seguro de que há muito ainda para aprender sobre este curioso animal – por exemplo, como é que o seu corpo se protege destas descargas elétricas? – e diz que, até aqui, esta foi uma experiência eletrizante. (euronews.com)

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