Eleições: António Costa diz que se encerrou um ciclo na região

(LUSA)
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O secretário-geral do PS, António Costa, disse hoje em Machico, num jantar de apoio à coligação Mudança (PS/PTP/MPT/PAN) com cerca de 300 pessoas, que “houve um ciclo económico e político que se encerrou” na Madeira.

“Quando os ciclos acabam não há renovação que lhes valha. Aquilo que é necessário depois do fim dos ciclos é mesmo mudança e não uma renovação que disfarça a continuidade”, referiu, numa alusão ao slogan “renovação” da candidatura do PSD às legislativas regionais de 29 de março, encabeçada pelo novo líder social-democrata insular, Miguel Albuquerque.

António Costa afirmou que “desta mudança na Madeira nascerá um novo impulso para a mudança também da República nas próximas eleições legislativas” nacionais deste ano.

O líder socialista deslocou-se hoje à região no primeiro dia oficial da campanha para as eleições legislativas, numa manifestação de apoio à candidatura da coligação Mudança.

O líder socialista começou o seu programa nos concelhos da Ribeira Brava e de Câmara de Lobos, na zona oeste da Madeira, dois dos quatro municípios governados pelo PSD, passando depois no centro do Funchal (liderado pela coligação Mudança), onde distribuiu cumprimentos, sorrisos e beijos.

A visita terminou com o jantar, num restaurante do concelho de Machico, na zona este da ilha e que durante anos foi considerado o bastião do PS, partido que conseguiu derrotar o PSD nas últimas eleições autárquicas, em 2013.

António Costa defendeu a necessidade de haver solidariedade da República para com a Madeira “em todas as circunstâncias e não só apenas nas horas de aflição”, como quando acontecem calamidades.

“Ao contrário do que algumas vezes se ouve dizer lá pelo continente, a Madeira não é um problema, é um grande valor, uma grande riqueza e uma grande oportunidade para o desenvolvimento do país”, afirmou.

O responsável retomou o tema da redução dos jutos do empréstimo concedido pelo Estado à região, de que tinha falado à tarde, sublinhando: “Foi um gesto de solidariedade, mas a manutenção dos juros a um valor superior aos juros que a República paga não é solidariedade, é pôr a região a pagar e a financiar a República”.

Às eleições legislativas antecipadas na Madeira, que foram convocadas pelo Presidente da República para 29 de março, concorrem 11 forças políticas, sendo oito partidos (PSD, CDS, JPP, BE, PND, PCTP/MRPP, PNR e MAS) e três coligações – Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e Plataforma de Cidadãos ‘Nós Conseguimos’ (PPM/PDA). (noticiasaominuto.com)

por Lusa

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