Efectivo das Forcas Armadas angolanas reforçado

General Lúcio do Amaral - Comandante do Exército - preside juramento de bandeira de novo efectivo das FAA (Foto: Lucas Neto)
General Lúcio do Amaral - Comandante do Exército - preside juramento de bandeira de novo efectivo das FAA (Foto: Lucas Neto)
General Lúcio do Amaral – Comandante do Exército – preside juramento de bandeira de novo efectivo das FAA (Foto: Lucas Neto)

Cabo Ledo – Pelo menos 300 elementos ingressaram hoje nas Forcas Armadas Angolanas (FAA), após juramento de bandeira, na Escola de Formação de Forcas Especiais em Cabo Ledo, em cerimónia presidida pelo Comandante do Exército, general Lúcio Gonçalves do Amaral.

A formação dos recrutas que vão reforçar o ramo do Exército, contou com assessoria portuguesa, durante três meses e uma carga de 480 horas diurnas e 149 horas nocturnas.

O programa contemplou um total de 21 disciplinas e visou habilitar o efectivo para o desempenho de atividades básicas do saldado das FAA, no sentido de prestar serviços nas diversas especialidades das Forcas Armadas.

Na ocasião, o Comandante do Exército, General Lúcio Amaral, fez notar que a cerimónia representou o culminar de uma das várias etapas na vida de um militar.

De acordo com o oficial general, a instrução básica destinou-se a transforma-los em militares, através de um processo de aculturação baseado em estratégias de formação e integração que visaram a infusão de valores castrenses e a assimilação de conhecimentos militares, como vectores incontornáveis para a inserção destes na nobre missão da defesa da Pátria e dos supremos interesses nacionais.

Disse estar certo de que no decurso do período de instrução básica, os novos efetivos tiveram a soberana oportunidade de se adaptar ao meio militar, abandonando, como é obvio, todos os hábitos civis susceptíveis de enfermar a sua inserção nas Forcas Armadas Angolanas.

“O Exército é a escola da vida. Nele se molda o cidadão e se eleva os valores constitucionais do Estado angolano, nomeadamente a unidade nacional, a igualdade no género, o culto aos símbolos nacionais, a obediência aos Órgãos de Soberania democraticamente eleitos, bem como ao cumprimento escrupuloso das leis”, declarou.

O Comandante do Exército adiantou que durante a instrução básica, homens e mulheres submeteram-se, sem distinção, a trabalhos árduos, aprenderam novas matérias e desenvolveram novas capacidades que lhes potenciaram a enfrentar de hoje em diante novos desafios, incorporar o espírito de camaradagem e de corpo.

“A partir de agora, a vossa integração como militares fica mais facilitada, porque acredito terem reunidas as premissas necessárias para cumprirem com patriotismo, zelo, dedicação, coragem e espíurito de missão as tarefas da defesa militar da Pátria contra qualquer tipo de ameaça externa ou interna”, expressou o comandante.

O general Lúcio Amaral recordou, por outro lado, que as Forcas Armadas Angolanas são, nos termos da Constituição da Republica e da Lei, rigorosamente apartidárias. “Isto significa dizer que os militares estão proibidos a participar em atividades político-partidárias, muito menos ostentarem símbolos ou camisolas de partidos políticos. Os militares das FAA servem o interesse geral do país e obedecem incondicionalmente aos Órgãos de Soberania democraticamente eleitos”.

De igual modo, fez saber que alguns cidadãos ao se enquadrarem nas Forcas Armadas, fazem-no na perspectiva de arranjar um emprego e auferir salários altos. “Este critério não é válido e enganam-se todos aqueles que assim pensam. Nas FAA devem servir os cidadãos de elevado sentimento patriótico, espírito de missão e de entrega pessoal permanente, se necessário com o sacrifício da própria vida, pois, a Pátria aos seus filhos não implora, ordena”.

Por outro lado, o comandante da Escola de Formação de Forças Especiais, brigadeiro Amilcar Cardoso Chikapa, disse à Angop que em toda a sua carreira, o militar convive com o risco, no treinamento, na sua vida diária ou na guerra. “O exercício da atividade militar, por natureza, exige o comprometimento da própria vida”. (portalangop.co.ao)

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