Economias de Angola e Japão têm potencial ainda por explorar

Secretário de Estado do ministério das Relações Exteriores, Manuel Augusto (Foto: Lino Guimaraes)
Secretário de Estado do ministério das Relações Exteriores, Manuel Augusto (Foto: Lino Guimaraes)
Secretário de Estado do ministério das Relações Exteriores, Manuel Augusto (Foto: Lino Guimaraes)

O Secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, considerou hoje, em Luanda, que as potencialidades económicas e valências de Angola e do Japão ainda não estão a ser suficientemente exploradas.

O secretário de Estado das Relações Exteriores fez essa consideração na cerimónia da abertura do Fórum de Negócios Angola/ Japão, que decorre no país.

No fórum, Manuel Augusto reconheceu o Japão como parte importante da economia mundial em termos de Produto Interno Bruto (PIB) como sendo um dos países líder em tecnologias, e por outro lado, Angola uma economia emergente com a particularidade de ser dos poucos países cuja economia regista uma taxa de crescimento considerável.

Manuel Augusto reforçou a informação que dá conta que Angola desde que conquistou a paz em 2002, vive uma situação política estável e prioriza a recuperação das infra-estruturas destruídas durante o conflito armado, para o relançamento e diversificação da sua economia.

Segundo o responsável, a concretização do Programa Nacional de Desenvolvimento PND 2013-2017, que prevê entre outros a continuidade do subprograma de construção de infra-estruturas, como estradas, caminhos de ferros, pontes, escolas, centros médicos e hospitais.

Frisou que além de necessitar de recursos humanos, Angola também necessita de muitos recursos financeiros e de Know How, área no qual o Japão tem grande experiência a nível mundial.

Disse que para a implementação dos programas contidos no Plano Nacional de Desenvolvimento, o estabelecimento de parcerias entre os dois governos e dos operadores económicos bilaterais ou multinacionais é fundamental, para a realização dos objectivos preconizados pelo Governo angolano.

Avançou que na base da prosperidade japonesa está a estabilidade económica, política e a elevada preparação do seu capital humano.

No que diz respeito Angola, o Secretário de Estado disse que só depois do conflito armado ter chegado ao fim é que o país enveredou para o processo de estabilização macroeconómica que00 nos últimos 13 anos permitiu solucionar paulatinamente alguns dos principais desafios sociais.

Disse ser intenção do Estado angolano estabelecer uma cooperação com o país asiático (Japão), tendo em conta o seu potencial económico no mundo, bem como o potencial académico, científico, tecnológico e profissional, que se reflectem na capacidade de seus empresários em identificarem oportunidades de negócio.

Disse igualmente, que Angola pretende estabelecer a cooperação em todas as áreas possíveis, da ciência e tecnologia e gestão, sem prejuízos de outras áreas, com vista a garantir a formação de recursos humanos qualificados e cientificamente preparados para dar competitividade da economia nacional.

Para o diplomata, a crise económica que desde 2008 afecta a economia mundial e dos respectivos países em particular, deve servir de incentivo para descortinar as melhores soluções para vencer as anomalias por ela causada.

Infirmou aos empresários japoneses que Angola dispõem de novos instrumentos jurídicos, que regulam as actividades económicas para investidores nacionais e estrangeiros.

Garantiu que actual lei de investimento, dá uma melhor protecção aos investidores, além de ter permitido superar algumas dificuldades e constrangimentos de ordem burocrática que existiam anteriormente. (portalangop.co.ao)

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