Diversificar para crescer

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Numa altura em que o Orçamento Geral do Estado para 2015 sofreu uma revisão, cuja aprovação final do documento aconteceu nesta quinta-feira, no Parlamento, depois de acesos debates nas comissões de especialidade, urge a necessidade de uma racionalização das verbas. O grande mote da questão é o facto de a revisão ter sido feita devido à baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

Foi, de certa forma consensual, a revisão do orçamento para o exercício económico do ano em curso, tendo em conta os programas colossais do Executivo, que devem ser cumpridos cabalmente, no quadro dos desafios assumidos até 2017. Com esta medida, o Executivo angolano vai poder dar respostas mais severas e até acautelar aos diversos projectos. Em tudo isso a que nos referimos, há uma questão importante na qual deve ser ressaltada.

O OGE sofreu uma baixa por causa da principal commoditie e que tem suportado grandemente a economia no seu todo. Daí que há a preocupação de diversificarmos cada vez mais a nossa base económica, que está em fase crescente, para podermos atingir rapidamente o almejado desenvolvimento para o bem de todos os angolanos. A intenção do Executivo é fazer com que os esforços da diversificação tenham resultados até ao ano de 2025, já que existe um programa bem definido e que dará frutos nos próximos anos, pois, temos recursos e áreas capazes de alavancar os sectores não extractivos da economia.

Há esperança de que o país poderá ter uma estrutura económica menos dependente do petróleo. Existem sectores com peso no processo de diversificação, como são a agricultura, florestas e pescas, indústria transformadora, construção e energia, comércio, transportes, banca, seguros e telecomunicações. Nessas áreas mencionadas, não se exclui o sector da hotelaria e turismo. Este ramo ajudará a aumentar a base de arrecadação de receitas caso se incremente ainda mais os investimentos, quer em Luanda, quer no interior do país.

Por exemplo, na província da Huíla há uma clareza intenção de se redinamizar o potencial turístico, que constitui uma das linhas fortes de actuação do governo local, no quadro do programa de diversificação da economia nacional. Para tal, está em curso a elaboração do plano director para o turismo, que reparte a área no turismo cultural, de lazer e de negócios. O governo da Huíla está a preparar a realização do fórum provincial de negócios denominado “Investe Huíla”, onde um dos grandes pilares a ser abordado é o potencial turístico, atrair os investidores nacionais e estrangeiros a apostar no sector turístico. No Cuanza Norte, há também esforços para a diversificação com aposta na produção de hortaliças.

Para o efeito, o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) desenvolve no seio de camponeses de diversas comunidades da província, técnicas para a selecção de solos, irrigação, pulverização, adubagem e selecção de sementes. Já no Namibe, aumentam cada vez mais as expectativas, quanto à abertura da Academia de Pescas e Ciências do Mar, com vista à criação de sinergias que vão permitir a diversificação da economia angolana. (jornaldeeconomia.ao)

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