Dilma avalia que governo tem ‘obrigação de buscar diálogo’, após protestos

(Foto de EVARISTO SA/AFP)
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A presidente Dilma Rousseff disse, nesta segunda-feira, que seu “governo deve dialogar com quem for e com humildade”. A declaração foi feita após os protestos contra ela, que mobilizaram mais de um milhão e meio de pessoas em cidades de todo o Brasil.

“O governo tem a obrigação de abrir o diálogo”, disse a governante em uma coletiva de imprensa, em Brasília, na primeira reação após as manifestações de domingo. Em maior ou menor número, as pessoas saíram às ruas em 83 cidades do país.

Dilma respondeu às queixas contra a corrupção crescente na Petrobras e a impunidade que impregnaram boa parte do país e, por tabela, acarretaram na perda de confiança, vista nas ruas. Nesta segunda, a presidente também anunciou um projeto para controlar e combater a corrupção.

“Quando as pessoas se manifestam nas ruas, é obrigação do governo escutar o que esse protesto evidencia na conjuntura”, acrescentou. “O sentimento deve ser de humildade e firmeza”, prosseguiu.

Dilma foi o principal alvo dos questionamentos dos manifestantes, um processo que foi se agravando durante o ano de 2015, majoritariamente pelas constantes e escandalosas revelações do esquema político-empresarial que desviou cerca de US$ 4 bilhões de dólares da Petrobras durante a última década.

“A corrupção não nasceu hoje, é uma senhora que tem muitos anos”, disse ela.

Dilma afirmou que havia unanimidade em seu governo sobre o combate à corrupção e à impunidade, mas seriam mantidas as medidas de ajuste que estimulem a reorganização das contas públicas, hoje deficitárias.

O pacote inclui a reativação de alguns impostos, corte de gastos no Executivo e restrições ao seguro-desemprego e pensão por morte. O lançamento das medidas causou repúdio dentro da base aliada ao PT, e mesmo no próprio partido.

“Não vou deixar de dizer a todo mundo que queremos levar o ajuste adiante”, concluiu. (afp.com)

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