Deputados defendem rearmamento da Grã-Bretanha ante ameaça russa

Militares britânicos durante marcha diante da catedral St Paul em Londres no dia 13 de março (Foto de Andrew Matthews/POOL/AFP/Arquivos)
Militares britânicos durante marcha diante da catedral St Paul em Londres no dia 13 de março (Foto de Andrew Matthews/POOL/AFP/Arquivos)
Militares britânicos durante marcha diante da catedral St Paul em Londres no dia 13 de março (Foto de Andrew Matthews/POOL/AFP/Arquivos)

A Grã-Bretanha deve reconstruir com urgência sua capacidade defensiva, abandonada após o final da Guerra Fria, estimou nesta terça-feira uma comissão parlamentar, em referência à crescente ameaça da Rússia.

A Comissão de Defesa, encarregada de examinar os gastos do ministério da Defesa, estima que a Grã-Bretanha precisa reconstruir sua capacidade nuclear, tanques, navios e aviões como forma de dissuasão ao presidente russo, Vladimir Putin.

“O mundo está mais perigoso e instável do que nunca desde o fim da Guerra Fria”, destaca o comunicado da comissão, em referência à anexação da Crimeia pela Rússia e ao avanço dos jihadistas dos grupos Estado Islâmico e Boko Haram.

“Os actuais meios de defesa da Grã-Bretanha não são suficientes neste entorno transformado. A Grã-Bretanha deve reconstruir sua capacidade convencional reduzida desde a Guerra Fria”.

A comissão acrescenta que a Grã-Bretanha deve respeitar os compromissos com a OTAN que prevêem investimentos em defesa em torno de 2% do PIB, mas destaca que apenas isto “não será suficiente”.

“É fundamental repensar os fundamentos dos nossos planos de defesa se queremos ajudar a deter a espiral de caos que ameaça se estender do oeste do Mediterrâneo ao Mar Negro”.

Segundo a comissão parlamentar, a Rússia pode mobilizar até 150 mil homens em apenas 72 horas, enquanto a OTAN levaria 6 meses. (afp.com)

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