Declaração alusiva ao 13 de Março de 2015 49º aniversário da fundação da UNITA

Alcides Sakala (UNITA)

Da UNITA, recebemos uma nota de imprensa que abaixo publicamos na íntegra:

Alcides Sakala (UNITA)
Alcides Sakala (UNITA)

Sob o lema: UNITA – 49 Anos ao Serviço de Angola e dos Angolanos – celebramos hoje o 13 de Março, dia da fundação da UNITA, ocorrida em 1966, na localidade de Muangai, na província do Moxico.

Infelizmente, a celebração desta data coincidiu com a morte de dezenas de angolanos, vítimas da tragédia ocorrida no Lobito, em consequência das enxurradas. Perante o infausto acontecimento, a Direcção da UNITA exprime o seu sentimento de profundo pesar às famílias enlutadas.

Nesta data histórica, rendemos uma sincera e profunda homenagem ao Saudoso Presidente Fundador da UNITA, Dr. Jonas Malheiro Savimbi, o patriota e nacionalista que dedicou toda a sua vida e saber à causa justa da libertação de Angola e dos Angolanos, em detrimento de uma vida sossegada que a sua inteligência e formação lhe poderiam proporcionar.

Saudamos igualmente as mulheres angolanas e do mundo inteiro pelo mês de Março e pela contribuição que as mulheres filiadas na UNITA têm dado à luta pela democracia em Angola desde 1966.

Nesta celebração, recordamos também os Conjurados de Muangai que na hora certa aceitaram a causa nobre da UNITA para que a Pátria se redimisse.

A criação da UNITA deu deste modo um novo impulso à luta de libertação nacional. Tornou-se num factor determinante ao combate libertador contra a dominação colonial portuguesa. Pela primeira vez, o exército colonial português sentiu-se pressionado diante dos golpes acutilantes, desferidos pelos guerrilheiros da UNITA, galvanizados no combate mais eficaz, assente em três princípios fundamentais:

1. Direcção no interior do País;
2. Contar essencialmente com as suas próprias forças;
3. Consciencializar o Povo e uní-lo na luta pelos seus direitos inalienáveis.

Por ocasião do seu Congresso Constitutivo, a 13 de Março de 1966, a UNITA publicou o seu Ideário Político, baptizado de Projecto de Muangai, o Projecto dos Conjurados do 13 de Março que preconiza uma Angola verdadeiramente livre, democrática e mais solidária fundamentado nos seguintes princípios:

1. Liberdade e Independência Total para os homens e para a Pátria mãe.

2. Democracia assegurada pelo voto do povo através de vários Partidos políticos.

3.Soberania expressa e impregnada na vontade do povo de ter amigos e aliados, primando sempre os interesses dos Angolanos.

4. Igualdade de todos os Angolanos na Pátria do seu nascimento.

5. Na busca de soluções económicas, priorizar o campo para beneficiar a cidade.

Esses princípios sacrossantos que continuam válidos nos dias de hoje e tidos como consentâneos à realidade angolana até pelos nossos adversários nortearam a acção politica e social da UNITA na busca da materialização daquela sociedade fundada em valores perenes que têm o homem no centro das decisões.

É assim, inquestionável o papel histórico da UNITA, como também a sua contribuição para a conquista da independência nacional e a instauração do Estado Democrático de Direito em Angola.

Perante a hecatombe que se abateu sobre o nosso país em 1975, com a invasão do corpo expedicionário russo-cubano, a UNITA viu-se obrigada a encetar uma longa luta de resistência popular generalizada que se saldou na retirada das forças invasoras e no consequente fracasso das intenções do partido no poder, de perpetuar o regime monopartidário, que se arrogava o direito de ser o único representante do Povo Angolano.

Hoje, mais do que nunca, a história e os Angolanos provam que a UNITA, enquanto percursora da democracia, é a garantia da defesa das Liberdades Fundamentais, dos Direitos e da Justiça Social.

Compatriotas!

Angolanas e Angolanos

Angola vive hoje situações difíceis do ponto de vista político, económico, social e cultural, como consequência das más políticas governativas, que perpetuam os índices de pobreza, a frustração e o desespero da maioria dos angolanos, em flagrante contraste com os ideais da independência, da liberdade e do bem-estar.

Se, por exemplo, os excedentes do preço do petróleo fossem bem geridos, teriam contribuído para amenizar as dificuldades de sobrevivência das nossas populações, a quem se impõe, nas circunstanciais actuais, mais sacrifícios com medidas de austeridade determinadas pelo Executivo angolano.

A corrupção institucionalizada, a concentração excessiva do poder, a violação dos direitos humanos, a falta de transparência e a não prestação de contas produz efeitos negativos que minam a coesão nacional e a justiça social.

A maioria dos angolanos debate-se ainda com problemas básicos, como a falta de água potável, de energia eléctrica, saneamento básico e deficientes sistemas de saúde e educação. Treze anos depois do fim do conflito que opôs irmãos angolanos continuam a verificar-se em quase todo o país, angolanos espancados, desaparecidos, assassinados e perseguidos, apenas por pensarem diferente, como aconteceu no mês de Fevereiro de 2015, na comuna de Luremo, na província da Luanda Norte,

A UNITA condena veementemente a crescente onda de actos de intolerância política que minam o clima de reconciliação e de estabilidade. Apela aos angolanos e em particular aos seus militantes para manterem a calma e não se deixarem arrastados nem intimidados por tais actos.

Ao celebrar mais um aniversário da sua fundação, a UNITA reafirma o seu compromisso solene com a paz e de unir todos os Angolanos para a mudança que se impõe nas eleições gerais de 2017. Lembra que a transparência eleitoral é um factor de estabilidade. A UNITA lutará, assim, com todos os meios consagrados constitucionalmente para impedir a violação do artigo 107º da Constituição da República de Angola, que confere à Comissão Nacional Eleitoral Independente, e apenas a ela, a prerrogativa de organizar eleições livres, justas, abrangentes e transparentes. Condena, deste modo, e nos termos mais enérgicos, as tentativas do Executivo angolano de esvaziar as competências da Comissão Nacional Eleitoral, o que demonstra claramente a intenção do partido que sustenta o regime de organizar novas eleições fraudulentas.

A UNITA apela uma vez mais ao dialogo com todas as forças vivas da nação como único meio para encontrar soluções duradoiras que permitam consolidar a paz, a democracia e encetar o caminho do desenvolvimento.

A democracia em Angola vencerá com a UNITA no poder e não com aqueles que acham que esta lhes foi imposta.

VIVA ANGOLA
VIVA A UNITA
BEM HAJA O 13 DE MARÇO
HUAMBO, 13 DE MARÇO DE 2015

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