Curiosos, criadores e VIP. Tudo isto é ModaLisboa

Moda Lisboa 2015, convidou a angolana Nadir Tati, depois de ter influenciado há anos, a carreira do estilista Tekassala. (Foto: D.R.)
Moda Lisboa 2015, convidou a angolana Nadir Tati, depois de ter influenciado há anos, a carreira do estilista Tekassala. (Foto: D.R.)
Moda Lisboa 2015, convidou a angolana Nadir Tati, depois de ter influenciado há anos, a carreira do estilista Tekassala.
(Foto: D.R.)

As roupas que se vão usar na estação fria estão, durante este fim de semana, a ser reveladas no Pátio da Galé com várias figuras públicas na plateia. 44ª edição do certame de moda terminou este domingo.

Curioser, desvio da palavra anglo-saxónica curious (curioso) criada por Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas, é o mote da 44.ª edição da ModaLisboa. As tendências para a próxima estação fria começaram a ser desvendadas ontem na Praça do Município, em Lisboa. O certame, que este ano traz à passerelle criações de nomes consagrados da moda portuguesa como Dino Alves (que encerrou o dia de ontem), Miguel Vieira, Nuno Gama e Filipe Faísca, mas que também dá as boas-vindas a várias promessas (como as 12 que ontem integraram o coletivo Sangue Novo), conta como habitualmente com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Com um orçamento global de 580 mil euros, 317 500 dos quais são financiamento camarário proveniente do protocolo entre a Associação ModaLisboa e a autarquia da capital, o certame encerra amanhã com a apresentação da coleção outono/inverno 2015-16 do criador Pedro Pedro.

A organização da ModaLisboa convidou este ano dois nomes estrangeiros para complementar os dos 30 estilistas que, ao longo de três dias, dão a conhecer as suas obras: o polaco Dawid Tomaszewski e a angolana Nadir Tati. “A nossa relação com África acontece há muito tempo. Por exemplo os Tekasala, fomos nós que lhes demos essa rampa há uns anos. Temos essa curiosidade e essa intenção”, explica Eduarda Abbondanza, diretora da ModaLisboa. A responsável há vários anos pela organização do evento adiantou ter grandes expectativas para a edição Curiouser. “Quero ver os criadores todos, o que estão a fazer… e que a ModaLisboa continue a ser uma plataforma incontornável para a área da moda.”

Em dia de arranque da 44.ª edição do certame de moda, Ricardo Andrez surpreendeu com a androginia das suas criações, espelhada nas cabeças rapadas dos manequins (masculinos e femininos). A dupla de estilistas Olga Noronha e Catarina Oliveira fez o penúltimo desfile do dia e apresentou as suas propostas numa passarelle ao ar livre, nos Paços do Concelho. A noite fechou-se de negro com o desfile de Dino Alves. O estilista exigiu de antemão um dress code especial – preto integral – a todos os que quisessem assistir ao desfile. “É uma leitura que ele faz neste momento do país, e isso é mais importante do que só o lado fútil de vestir roupa”, afirmou Maria Rueff, amiga de longa data de Dino Alves. A atriz, que assistiu à edição inaugural do evento em 1991, acrescentou: “a ModaLisboa é um manifesto dos criadores portugueses.”

O segundo dia da Moda Lisboa contou com os desfiles de Valentim Quaresma, Dawid Tomaszewski, Luis Carvalho, Ricardo Preto, Alexandra Moura, Aleksandar Protic e Carlos Gil. Figuras públicas como a atrizes Maria João Bastos, Sandra Barata Belo e a apresentadora da TVI Cristina Ferreira não faltaram aos primeiros dois dias do evento. (dn.pt)

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