Cultura: Gestão do tempo

ANDRADE A. AMBRÓSIO Gestor (Foto: D.R.)
ANDRADE A. AMBRÓSIO Gestor (Foto: D.R.)
ANDRADE A. AMBRÓSIO
Gestor
(Foto: D.R.)

Nos dias que correm, há cada vez mais obrigações e exigências sobre nós, tanto na vida doméstica, social, como na profissional, isso por si só, remete-nos à maior e melhor capacidade de resposta. Ser pontual no local de serviço e executar “just-in-time” as actividades laborais requer mesmo estarmos atentos àqueles dois ponteiros do relógio. É… mas, para tal, urge a necessidade de primeiro darmos valor ao tempo, assim como às actividades que somos chamados a desempenhar. Hoje por hoje, a agilidade no trato das questões profissionais e não só, é um valor acrescentado que as pessoas devem ter. Não basta termos bastante tempo, se com o mesmo, não formos capazes de resolver as nossas inquietações do dia-a-dia. E, aliás, ter demasiado tempo pode até mesmo cultivar nas pessoas o “deixa para depois”.

O tempo em nossa disposição serve de facto para contribuir na satisfação das nossas premissas, quer a nível pessoal, quer organizacional. O contrário é um desperdício. Ademais, racionalizar o tempo e ser pontual, é sinónimo de responsabilidade e constitui elemento revelador do nosso interesse sobre um dado evento ou tarefa que somos chamados a materializar, vulgo, é valorizar o cronograma de actividades alocado em nossas mãos. Nas organizações, normalmente, o pontual e cumpridor de prazos granjeiam um maior respeito e credibilidade pela chefia e mesmo pelos colegas de trabalho.

A cultura de “deixa andar” e o da procrastinação; o desinteresse e a falta de paixão pelo trabalho a desempenhar; assumir demasiados compromissos; a não conformação das condições de trabalho às exigências que norteiam as organizações e o mercado em si e a desmotivação das pessoas no local de trabalho (como nos mostra a pirâmide das necessidade, segundo Abraham Maslow)a abrem portas à má gestão de tempo.

É igualmente sublime destacar que o não cultivo desde tenra idade (na família) do espírito de responsabilidade e de valorização de tudo que nos rodeia, fundamentalmente o emprego, os estudos, etc, e a desinformação sobre as ferramentas de gestão que ajudam a mitigar a perda de tempo no local de labuta, pois, encontram-se posicionados na linha de fora de jogo.

Como é consabido, o tempo é um recurso finito, não renovável e é a par das pessoas, o recurso mais importante que as organizações possuem. Nada faz-se sem estes, e remete-nos a tomar nota de que o sucesso das organizações está massivamente dependente da qualidade de actuação dos seus clientes internos, pelo que o tempo programado para a execução de um volume de tarefas x deve corresponder ao tempo gasto pelo empregado para tal execução. Se o empregado precisar de menos horas, em relação ao tempo programado, aí dissemos que o mesmo superou as expectativas. Ou ainda, se num momento qualquer a tarefa e for planeada para ser bem materializada em 8 horas, e o funcionário tal, fizer em 10 horas, então, dissemos que o trabalho foi desempenhado com -20 por cento de eficiência.

Tome nota: planificar (diária, semanal ou mensalmente) as tarefas profissionais, os locais e timings; definir cautelosamente as tarefas prioritárias, sendo que estas devem ser as mais urgentes, importantes e complexas, pelo que aconselha-se a serem efectivados nos primeiros dias da semana, ou seja, segundas e terças-feiras, respectivamente; reservar as primeiras horas da jornada laboral, às tarefas mais complexas e úteis, ou seja, não se deve deixar para depois do almoço, as tarefas mais longas, importantes ou que merecem de nós maior concentração; ser proactivo e ágil; ser humilde a ponto de respeitar os limites das nossas capacidades intelectuais ou físicas, para que o nosso cronograma de actividades seja bem doseado; criar a paixão pela função que se desempenha, ter o senso de responsabilidade; inventariar (diária, semanal ou mensalmente) o nosso programa de actividades traçado, de modo a medirmos o nível de eficiência e de eficácia das nossas acções e reajustarmos as nossas máculas. Estes sim, poderão pesar positivamente na gestão do precioso tempo. (jornaldeeconomia.ao)

1 COMENTÁRIO

  1. Boa tarde,

    muito interessante e pertinente os seus comentários e conselhos.

    Fazemos esse curso e temos tido muito boa aceitação por parte das empresas que ficam muito satisfeitas com a realização do curso de gestão de Tempo.

    Estou ao dispor para partilhar consigo nosso catálogo de formação em Angola para 2015 e para al solicito um contato seu telefónico ou mail.

    Cumprimentos,
    Patrícia Henriques
    Skype: ondaplanetariarecrutamento

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