Cuanza Norte: Doenças transmissíveis são as principais causas da morbi-mortalidade no país

Doenças transmissíveis são as principais causas de morte em Angola (Foto: Pedro Parente)
Doenças transmissíveis são as principais causas de morte em Angola (Foto: Pedro Parente)
Doenças transmissíveis são as principais causas de morte em Angola (Foto: Pedro Parente)

As doenças transmissíveis, no país, mantêm-se como as principais causas de morbilidade e mortalidade, segundo indicadores de 2014, do Sistema de Vigilância Epidemiológica Nacional.

Esta revelação foi feita domingo, em Ndalatando, pelo ministro da Saúde, José Van-Dúnem, na abertura dos trabalhos do XXV Conselho Consultivo do seu pelouro que decorrem até terça-feira na capital da província do Cuanza Norte.

Assistiu-se ao aumento dos traumatismos causados por acidentes rodoviários e das doenças crónicas, particularmente a hipertensão arterial, assinalou, prosseguindo que por tal motivo estas causas foram incluídas no sistema de vigilância epidemiológica.

Apontou a notificação, no ano transacto, no país, de 4.456.445 casos clínicos diversos que produziram 11.014 óbitos. O balanço de 2013 apontava um total de 4.393.814 pacientes e o registo de 11.904 óbitos.

Tal aumento, segundo ainda indicou, é justificado pela inclusão dos doentes e das mortes relacionadas com os traumatismos resultantes dos acidentes de viação que saldaram-se em 660 óbitos, constituindo-se na segunda causa de morte, a seguir da malária.

Entre os ganhos alcançados em 2014 o ministro avançou que conseguiu-se manter o país livre da poliomielite e o aumento de serviços em unidades de saúde para o acompanhamento e tratamento de pessoas vivendo com VIH e SIDA, para além da optimização e a expansão do Programa de Prevenção Vertical.

Melhoramos os indicadores de saúde materna, comparativamente ao ano de 2013, salientou, apontando também a continuação, em 2014, dos investimentos nos hospitais centrais, regionais e especializados, contribuindo para a redução das assimetrias a nível nacional e da evacuação de pacientes para o exterior do país.

A aprovação, em 2014, do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS) foi igualmente tida pelo governante como outro dos ganhos do sector. (portalangop.co.ao)

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