Crédito mais fácil para o Estado, mais difícil para os privados

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

Aperto monetário torna o crédito mais escasso e mais caro, mas não para todos. Bancos passam a ter vantagens em emprestar ao Estado, porque títulos públicos contam para o cálculo dos depósitos compulsórios junto do BNA.

A percentagem dos depósitos em moeda nacional que os bancos são obrigados a depositar no Banco Nacional de Angola (BNA) sem qualquer remuneração aumentou de 15% para 20%, mas parte dos depósitos podem ser feitos em títulos da dívida pública emitidos em 2015.

O coeficiente de reservas obrigatórias a ser aplicado [sobre as rubricas que compõem a base de incidência, fundamentalmente depósitos de privados] é de 20%, podendo os bancos cumprir até 5% da exigibilidade em títulos públicos (Bilhetes do Tesouro e Obrigações do Tesouro) de distintas maturidades, desde que emitidos a partir de Janeiro de 2015 e pertencentes a carteira própria dos bancos, orienta o Instrutivo 3/15, de 23 de Fevereiro.

Segundo analistas, a medida do BNA vai tornar o crédito à economia mais escasso e, provavelmente, mais caro, excepto para o Estado, a quem os bancos passam a ter vantagens em emprestar. (expansao.ao)

Continue a ler este artigo na edição impressa, sexta-feira nas bancas

Por: Carlos Rosado de Carvalho

DEIXE UMA RESPOSTA