Como atuam os piratas informáticos quando roubam contas bancárias na Internet? (vídeo)

(EURONEWS)
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Há cada vez mais contas bancárias roubadas por piratas informáticos na Internet.

Recentemente mais de uma centena de bancos foi alvo de um ataque. A Rússia, o Japão, a Holanda, a Suíça e os Estados Unidos foram os países mais atingidos. os piratas desviaram pelo menos 260 milhões de euros.

No início do ano uma empresa suíça perdeu um milhão de euros. O roubo fez-se em duas etapas. O contabilista recebeu um e-mail com um vírus e foi atacado no momento em que realizava uma operação bancária na Internet.

“Ao ligar-se à conta bancária através da Internet, o cliente viu uma mensagem a dizer-lhe para aguardar um momento. Durante vinte ou trinta minutos deixou de poder usar o computador. Durante esse tempo, os piratas tomaram o controlo do computador à distância e fizeram várias transferências para contas no estrangeiro”, explicou Frederic Marchon, porta-voz da polícia de Fribourg.

Os vírus capazes de tomar o controlo da conta bancária podem ser adquiridos através da Internet, na chamada Darknet.

Na prática, esses vírus são programas informáticos que vigiam o computador. Assim que o utilizador se liga ao site do banco, o pirata é avisado.

Cedric Enzler, especialista em segurança informática explica o desenrolar da fraude.

“Estou ligado ao computador e vejo o código piratado. Vejo os terminais que consegui infetar e o número de postos infetados que se encontram ligados à conta bancária na Internet. Por exemplo, estou a ver duas contas que poderão estar neste momento a efetuar transações”, explicou Cedric Enzler.

É difícil obter informações exatas sobre número de fraudes. Mas os especialistas são unânimes: o chamado e-banking comporta riscos.

“É um problema enorme. Temos de tomar consciência de que uma pessoa que queira cometer uma infração na Internet e ganhar dinheiro, vai usar o e-banking”, afirma Max Klaus, especialista em segurança informática.

Reto Koenig, professor universitário, em Berna, na Suíça, considera que os sistemas informáticos dos bancos são frágeis.

“Do ponto de vista eletrónico, o e-banking é seguro. Utilizamos protocolos seguros. Mas os problemas aparecem quando a informação é transmitida ao computador do cliente. Nesse momento, a ligação deixa de ser segura. Quer se trate de um computador ou de um smartphone, os piratas informáticos podem tomar o controlo e aí já não podemos falar de segurança”, afirma o especialista.

A maioria dos bancos evita dar entrevistas sobre o tema da segurança das contas bancárias na Internet. Muitos clientes não sabem que têm de assumir as perdas em caso de ataques informáticos. Uma situação denunciada pela Associação dos Direitos dos Consumidores.

“O cliente é vítima duas vezes. Primeiro é vítima de um malfeitor e depois não tem meios de defesa devido às condições impostas pelos bancos. Às vezes, há acordos entre os bancos e os clientes mas infelizmente, esses acordos são muitas vezes confidenciais e não conseguimos saber quais são as práticas bancárias nesse domínio, o que é prejudicial para o cliente”, explicou Mathieu Fleury, da Associação dos Direitos dos Consumidores em França.

Em 2012, uma vítima reclamou o dinheiro roubado diante das câmaras de televisão. Para evitar os escândalos, por vezes, os bancos aceitam pagar as somas desviadas. (euronews.com)

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