CIRGL encoraja governo da RDC no combate às forças da FDLR

Logotipo da reunião dos responsáveis da Contra Inteligência dos Grande Lagos (Foto: F MIUDO)
Logotipo da reunião dos responsáveis da Contra Inteligência dos Grande Lagos (Foto: F MIUDO)
Logotipo da reunião dos responsáveis da Contra Inteligência dos Grande Lagos (Foto: F MIUDO)

Os participantes na X reunião do Comité Interministerial da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) felicitaram e encorajaram o governo da República Democrática do Congo no seu compromisso de erradicar as forças negativas da FDLR no leste deste país.

Segundo o comunicado final do encontro, que decorreu na capital angolana, os participantes apelaram ainda à aceleração da implementação da declaração de Nairobi e o repatriamento voluntário dos ex-combatentes do M23 do Uganda e Ruanda.

Os ministros da CIRGL tomaram nota do apelo lançado pelo presidente do comité interministerial para que os estados membros cumpram, em tempo útil, com as suas contribuições financeiras enquanto condição necessária para o sucesso do Pacto.

De igual modo, aceitaram o convite do ministro dos Negócios Estrangeiros do Sudão do Sul para visitar este país e constatarem in loco a situação no terreno.

Os ministros homologaram também o pedido de realização de uma Cimeira especial sobre a situação no Sudão do Sul.

Por outro, adoptaram o relatório apresentado pelo Burundi sobre a situação neste país, bem como tomaram nota sobre a situação de segurança e humanitária na RCA, tendo, neste domínio, reiterado a necessidade de continuar a prestar-se apoio para fazer face aos compromissos económicos e humanitários.

Por outro, condenaram as sanções impostas unilateralmente por certos países ao Sudão e tomaram nota do pedido deste país, no sentido de se enviar uma missão de observação da CIRGL para acompanhar as eleições gerais.

No seu discurso de encerramento, o ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, disse que preocupa verificar que a CIRGL continua a enfrentar sérios desafios, sobretudo de ordem financeira, para a materialização das prioridades previstas no seu Plano de Acção.

Acrescentou que a continuação desta situação, devido a falta ou atraso dos estados-membros na efectivação das suas contribuições financeiras poderá comprometer significativamente a execução das tarefas programadas para o ano de 2015.

Referiu ainda que a problemática da insegurança e instabilidade que permanece na RCA, no leste da RDC e no Sudão do Sul, mas também a multiplicação da ameaça terrorista no continente africano e no mundo implica o reforço dos mecanbismos de alerta regional e a consolidação da confiança, da coesão e da partilha das informações entre estados-membros.

Isto, salientou, para garantir a coordenação das acções conjuntas necessárias para a prevenção e na neutralização da ameaça no tempo útil, incluindo a erradicação das forças subversivas.

Deste modo, disse, a organização deverá continuar a prestar uma atenção especial à situação na RCA, a acompanhar o processo de paz e reconcialiação em curso no Sudão do Sul e efectivar a implementação do Pacto de Nairobi e o processo de repatriamento dos ex-combatentes do M23 dos territórios do Uganda e Ruanda.

O ministro Georges Chikoti reiterou ainda o empenho do país e do Presidente José Eduardo dos Santos na materialização dos objectivos da organização, na base de consenso e confiança de todos os estados-membros. (portalangop.co.ao)

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