Casos de polícia: Repórter fotográfico assaltado em casa por 4 homens armados

O muro onde os bandidos armados saltaram, para chegarem à residência do repórter Nuno Santos, passando pelo piso superior do anexo de cor cinza, à vista. (Foto: Portal de Angola)
O muro onde os bandidos armados saltaram, para chegarem  à residência do repórter Nuno Santos, passando pelo piso superior do anexo de cor cinza, à vista. (Foto: Portal de Angola)
O muro onde os bandidos armados saltaram, para chegarem à residência do repórter Nuno Santos, passando pelo piso superior do anexo de cor cinza, à vista.
(Foto: Portal de Angola)

Na noite do passado dia 12 de Fevereiro, o repórter fotográfico Nuno Santos, não ganhou para o susto. Eram cerca das 21 horas, já na cama, vencido pelo cansaço, tentava adormecer em companhia da  filha de cinco anitos. Um grito seco vindo da sala alertou-o para algo de anormal.  Quis pôr-se de pé, mas o cansaço proibe-lhe a curiosidade e deixa-se estar no leito. O grito abafado pelo medo fora lançado pela esposa,  surpreendida na sala, por quatro marginais armados com espingardas AKM, que invadiram a casa, pulando o muro do vizinho. Vizinho doente e ausente de casa há meses por motivo de doença. O casal Santos nem deu por isso e julgava-se seguro na sua residência com muros electrificados.

Os quatro meliantes realizaram a operação começando por amordaçar o pequeno Denilson e a mãe, na sala e a seguir dirigiram-se ao quarto onde estava a pequena Ana e o pai. Para o repórter Nuno Santos foi sorte não se ter dirigido à sala para averiguar a razão do grito. “Deus estava comigo nesse dia e não quis que fosse para a sala, onde poderia ser varrido por uma rajada de tiros”, diz o jovem, emocionado.

Deixou-se surpreender pelos bandidos no quarto, que o amordaçaram vigorosamente, enquanto vasculhavam a casa à procura de dinheiro. Seguiu-se um rápido interrogatório e a exigência de uma avultada quantia, que supostamente “tinham levantado naquele dia, do banco”. As vítimas dão-se conta de terem caído numa cilada, orquestrada por alguém que do banco, dera uma pista  errada. O alvo era um vizinho bancário que no dia do assalto, levantara do balcão em que trabalha, cerca de 30 mil dólares para uma viagem ao exterior.

A esposa do repórter, ao sentir-se ameaçada de morte não ofereceu resistência, e cedeu os cartões Multicaixa exigidos pelos ladrões, que ao aperceberem-se de terem batido a porta errada, fazem um telefonema ao mandante do crime, informando de que  tinham falhado a operação. Abandonaram o local à pressa, levando 35 mil kwanzas em numerário e o cartão Multicaixa, que mais tarde soube-se terem levantado, num banco do bairro Cazenga, outros 35 mil kwanzas. Os passaportes que descobriram no meio dos objectos revirados certificaram o engano em que tinham caído. Saldo da operação: 70 mil kwanzas substraídos levianamente, enquanto o bancário e vizinho visado partia tranquilamente para o exterior do país, depois de  ter participado à polícia, o assalto de que foram alvo, os seus vizinhos. Aguarda-se pelo seu regresso para prestar declarações mais precisas às forças da ordem.

O casal refaz-se do susto e  dirige-se imediatamente à esquadra do bairro. A polícia foi à residência e pouco mais fez do que dizer que o perigo fazia parte do passado e nada mais fez do que tranquilizar a família afectada pelo assalto.

As vítimas passaram o resto da noite em casa de familiares e no dia seguinte levaram para casa agentes da DNIC, que tomaram conta da ocorrência, prometendo dar caça e levar para a prisão os assaltantes. Até ao momento, em que traçamos estas linhas, não há sinais de resultados das investigações policiais, tendo o casal perdido as esperanças de que a polícia possa cumprir a promessa. Reforçaram as medidas de segurança no lar e das nossas forças da ordem nem sequer se lembram de ver patrulharem o bairro, no caso, o condomínio aberto Jardins do Éden, na futura centralidade do Camama. Sem palavras! (portaldeangola.com)

Por: Vítor Sampaio 

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