Carteira de créditos atinge 50 mil milhões de kwanzas

Ministros das Finanças e da Economia, respectivamente, Armando Manuel e Abrhão Gourgel. (Foto: D.R.)
Ministros das Finanças e da Economia, respectivamente, Armando Manuel e Abrhão Gourgel. (Foto: D.R.)
Ministros das Finanças e da Economia, respectivamente, Armando Manuel e Abrhão Gourgel.
(Foto: D.R.)

Ministérios das Finanças e da Economia combinam estratégias de crescimento sustentável até 2017 a partir de iniciativas empresariais privadas e outras de âmbito público concebidas pelo Executivo

As necessidades de crédito para os projectos empresariais privados fixadas, actualmente, em 12,5 mil milhões de kwanzas podem ver acrescida a carteira disponibilizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento para até 50 mil milhões ainda em 2015. Este apoio à iniciativa privada deve acontecer com a utilização de linhas de financiamento interna e externa.

O ministro das Finanças, Armando Manuel, deixou estas garantias quando falava terça-feira (24), em Luanda, no acto de abertura da apresentação das estratégias até 2017 do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).

Segundo disse, o Executivo angolano prioriza o sector não petrolífero para a geração de renda e valor acrescentado, isso no âmbito do processo de diversificação da economia. Para o ministro Armando Manuel, economias como a de Angola, de livre iniciativa empresarial e concorrencial, e que contam ainda com uma governação macroeconómica proactiva , não podem escusar-se de oferecer o necessário suporte.

fiscal ao desenvolvimento das actividades empresariais nos sectores produtivos. O titular das Finanças aproveitou recordar que o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2015 projectou um PIB nominal de 11.534.900 mil milhões de kwanzas, dos quais apenas 2.230.500 resultam do sector petrolífero.

Já os outros 9.304.400 advêm do PIB não petrolífero. Diversificação é a chave Por seu lado, o ministro da Economia, Abrahão Gourgel, a quem coube o encerramento, disse que a diversificação da economia é um tema chave para este ano e os subsequentes.

O governante lembrou que a diversificação não é assunto novo, muito menos de 2014, face a queda do preço do petró- leo no mercado internacional. Segundo disse, deve-se sim encará-la como um mecanismo para mitigar os efeitos causados pela redução dos proveitos do petróleo, mas acima de tudo como ferramenta para continuar a assegurar um crescimento sustentável da economia, criar-se riqueza e cada vez mais postos de trabalho.

Defendeu, igualmente, que por via da diversificação, Angola pode também reposicionar a sua balança comercial. “O Executivo tem vindo a trabalhar neste domínio e já desenvolveu um conjunto de iniciativas que visam promover o crescimento do produto interno bruto não petrolífero e estabelecer a criação de cluster de desenvolvimento econó- mico nas mais variadas áreas de actividade”, disse. (jornaldeeconomia.ao)

Por: Isaque Lourenço

 

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