Campanha de Netanyhau contra o Irão pretende minimizar problemas de Israel (vídeo)

(EURONEWS)
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Os israelitas estão divididos a propósito do discurso de Benjamin Netanyahu no Congresso norte-americano, em que pediu aos senadores para não dêem luz verde a qualquer acordo para suspender os programas nucleares do Irão, colocando este país ao nível do autoproclamado Estado Islâmico.

Alguns consideram que os objectivos de Bibi são meramente eleitoralistas e consideram que ele se devia centrar nos problemas nacionais e nas investidas contra o Estado de Israel.
Os transeuntes reflectem as dúvidas:

“- Foi um grande discurso, muito bom. Apoio o primeiro-ministro na ida aos Estados Unidos. A mensagem é muito importante e ele tinha de a levar ao povo americano”.

“As afirmações de Bibi não podem ajudar, de modo algum, o relacionamento entre Obama e Israel. Pelo contrário, podem causar danos. Preferiria que não tivesse proferido o discurso e tivesse ficado em Israel.”

No dia 17 de Março os israelitas vão às urnas. O Likud, de Netanyahu, ganhou em 2009, mas já tinha tido essa experiência entre 1996 e 99. Portanto, há 20 anos que utiliza o nuclear iraniano como ameaça iminente.

Os seus opositores já denunciaram o método, que consideram demagógico.

Izaac Herzoc, líder da coligação União Sionista, que parte como favorita, afirma que Netanyahu colocou em perigo a aliança entre Telavive e Washington:
– A União Sionista tem uma abordagem diferente. Vamos proteger Israel contra um Irão nuclear, trabalhar em conjunto com os nossos aliados e com os nossos amigos dos Estados Unidos da América, e não contra eles. Espero, realmente, que este discurso não coloque em perigo os laços bilaterais.

O presidente norte-americano, Barack Obama, que recusou encontrar-se com o primeiro-ministro israelita, não escondeu o seu desagrado com por toda a situação:
– O primeiro-ministro israelita não apresentou nenhuma alternativa viável.

Falta verificar se, na verdade, o discurso sobre o nuclear americano no Congresso, sem o aval da casa Branca, reforça a imagem de Netanyahu ou se, pelo contrário, minou a hipótese de reeleição e até as relações com o eterno aliado americano.

O analista Guy Lurie, do Instituto da Democracia de Israel, considera que quem votou Likud no passado, e agora tinha dúvidas, o discurso poderá atrair novamente o seu voto. Mas o discurso em si não estabelece uma agenda em matéria de segurança nem pende a seu favor.

A oposição acusa Netanyahu de querer fazer com que as histórias sobre uso indevido de fundos públicos, aparecidas nos Media nacionais, passem para segundo plano. (euronews.com)

por Maria João Carvalho

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