Bolsa do frete busca soluções contra preços elevados

Marina de Almeida Costa, Bolsa Nacional do Frete (Foto: Angop)
Marina de Almeida Costa, Bolsa Nacional do Frete (Foto: Angop)
Marina de Almeida Costa, Bolsa Nacional do Frete
(Foto: Angop)

Os elevados valores monetários pagos pelos importadores nacionais no exterior do país, fundamentalmente em África, para assegurar as mercadorias, levaram, nos últimos anos, a Bolsa Nacional do Frete (BNF) de Angola a buscar soluções para minimizar os efeitos da situação.

Num trabalho conjunto com parceiros de outros estados do continente, a BNF procura ultrapassar o elevado preço cobrado em África, que se deve a falta de bolsas de fretes em alguns países do continente.

“Os fretes pagos para a África são excessivamente altos, quando comparados com os de outros pontos do mundo em situações idênticas”, afirmou a responsável da Bolsa Nacional do Frete/Carregadores, Marina de Almeida Costa.

Com esse quadro, prosseguiu, os países africanos foram obrigados a criar bolsas para contrabalançar o poder excessivo dos carregadores que vinham para a África.

“Antes de se criar as bolsas a nível de África, os carregadores encontravam um mercado aberto e criavam os preços que lhes convinham, o que não era bom para a economia nacional, além de criar vários constrangimentos”, Referiu.

Segundo Marina de Almeida Costa, isso resultou na decisão de criar bolsas nos países africanos, o que culminou com a implementação de uma bolsa regional.

Para Marina de Almeida Costa, que falava à imprensa no seminário sobre o Frete Marítimo e o Seguro de Importação de Mercadorias, a criação da bolsa regional regulou o mercado nacional e respectivos preços.

Afirmou que a bolsa não foi criada para estabelecer um preço aos carregadores, mas para que o próprio mercado regule o frete. “A bolsa não existe como um ditador”.

Marina de Almeida Costa assegurou que a BNF dá instruções aos carregadores, explica que fretes devem ser pagos e como devem programar os fretes. (Angop/Expansão)

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