BES: Os 10 argumentos de Salgado para não pedir desculpa

Ricardo Salgado (DR)
Ricardo Salgado (DR)
Ricardo Salgado (DR)

Para Ricardo Salgado a justiça só será feita quando for julgado em tribunal. Até lá, fique com os argumentos mais utilizados pelo ex-diretor executivo do BES em sua defesa na Comissão de Inquérito parlamentar ao caso do colapso BES/GES.

Ricardo Salgado voltou a ser ouvido ontem perante a Comissão de Inquérito Parlamentar ao colapso do BES e do GES. O banqueiro diz saber que passará o resto da sua vida a tentar limpar o nome, mas que espera obter justiça nos tribunais.

Nas seis horas em que foi ouvido, o ex-diretor executivo do BES tentou de todas as formas provar que não tem culpa do aconteceu ao banco e que o colapso não é resultado de uma gestão danosa. O Diário Económico compilou os dez argumentos utilizados por Salgado na sua defesa.

O Banco de Portugal é um dos principais alvos do banqueiro, que acusa a instituição de Carlos Costa de o querer julgar em Praça Pública, sem direito a contraditório. Por isso, diz que espera conseguir obter a devida justiça quando o caso for julgado nos tribunais. Ainda neste âmbito, defende que as informações constantes na auditoria de que foi alvo são insuficientes e muitas delas baseadas em notícias provenientes de jornais, que assentam em erros.

Embora lamente o que aconteceu com o BES e a implicação que teve na vida dos clientes da instituição bancária, Ricardo Salgado recusa pedir desculpa porque não se considera responsável.

Frisou saber, no entanto, que passará o resto da vida a tentar limpar a imagem. “A maioria daqueles que me rodearam com honras e solicitações fingirão nunca me ter conhecido”, afirmou.

O ex-diretor executivo do BES considerou ainda “incompreensível” que se considere que a “emissão das cartas de conforto à petrolífera venezuelana PDVSA sejam consideradas um ato de “gestão ruinosa”, uma vez que para lá de estarem sujeitas a condições, os destinatários nunca fizeram valer-se das mesmas”.

Salgado cusou, também, o BdP de não ter autorizado que três fundos internacionais investissem no BES e garantiu que não houve desvios de fundos nem no BES nem no GES. Mais: garantiu que não ordenou a manipulação das contas da Espírito Santo International, tendo investido capital na ES Control, algo que não faria se soubesse das dívidas existentes.

Ao Banco de Portugal atribuiu, ainda, a culpa pelo plano a dez anos para o GES, que, garantiu, não foi pensado por si.

Por fim, defendeu que a crise no BES foi criada pelas dúvidas na sucessão e não pelo buraco da ESI. (noticiasaominuto.com)

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