Benguela: Balanço provisório aponta para 64 mortos e 119 casas desabadas no Lobito

Eugénio Laborinho - Secretário de Estado para Protecção Civil e Bombeiros (ao centro) (Foto: José Honório)
Eugénio Laborinho - Secretário de Estado para Protecção Civil e Bombeiros (ao centro) (Foto: José Honório)
Eugénio Laborinho – Secretário de Estado para Protecção Civil e Bombeiros (ao centro) (Foto: José Honório)

Sessenta e quatro mortos, dentre as quais 35 crianças, 119 casam desabadas, oito escolas inundadas e uma igreja destruída é o balanço provisório das consequências da chuva registada no município do Lobito, província de Benguela, na madrugada de quinta-feira.

Os dados provisórios foram divulgados, em conferência de imprensa, pelo secretário de Estado para Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho, à saída de uma reunião de balanço da Comissão Provincial de Protecção Civil, orientada pelo governador de Benguela em exercício, Victor Moita.

O secretário de Estado reportou ainda que 46 casas ficaram sem cobertura, devido à chuva e apontou como bairros mais afectados no município do Lobito o Acongo, Boa Vista, Vicungo, Alto Esperança, 4 de Abril, Vista Alegre, Chivile e Calumba.

Apesar do balanço ser provisório, o governante garante que a situação no município do Lobito está sob controlo, numa altura em que o trabalho de limpeza das valas e buscas de corpos desaparecidos e mortos continua, sob coordenação da Comissão Provincial de Protecção Civil com a cooperação da Marinha de Guerra, da Polícia Nacional, dos nadadores-salvadores e outros voluntários.

Neste contexto, apelou para que todas as empresas sejam mobilizadas através de uma requisição para reforçar a capacidade do trabalho que decorre para ajudar a limpeza das valas de drenagem e das linhas de água e também acabar com a lama nas escolas, postos médicos e nas igrejas.

Louvou o esforço da Comissão Provincial de Protecção Civil, do Governo Provincial e da Administração Municipal do Lobito, a par de outros voluntários, que têm estado a despender esforços para minimizar a situação grave ocorrida no município do Lobito.

Reconheceu que um trabalho em termos de infra-estruturas ainda há por fazer para se pôr fim, de uma vez por todas, à prática da população construir em áreas de risco, sobretudo nas encostas de montanhas propensas a desastres naturais.

“Trouxemos uma mensagem de dor e de luto a nível central. Viemos representar o grupo técnico operacional da Comissão Nacional de Protecção Civil e saudamos as acções realizadas por parte do órgão homólogo a nível provincial e de seus actores”, frisou.

Afirmou que, foi montado um dispositivo operacional com todas as forças, sob coordenação técnica do Comando Provincial de Protecção Civil e Bombeiros e sob coordenação política da Comissão Provincial de Protecção Civil, onde despenderam todos os esforços que até aqui são notórios.

“É preciso que a população acate as medidas educativas de sensibilização, evitando o depósito de resíduos sólidos nas valas de drenagem e lixo nas linhas de água, porque este é um problema muito complicado sempre que chove, já que a água precisa de escoar e havendo obstrução cria danos, a exemplo do que aconteceu no Lobito”, disse.

Explicou que, o impacto das chuvas provenientes do interior da província de Benguela e do Lobito acabaram por arrastar pessoas que habitavam em casas críticas nas zonas de risco, sobretudo em linhas de passagem de água nas encostas de montanhas.

Eugénio Laborinho realçou que a Comissão Nacional de Protecção Civil visitou e prestou sua solidariedade às famílias que foram localizar seus ente-queridos na morgue do Hospital Regional do Lobito.

Para si, é um luto com carácter nacional, pese embora acontecer na província de Benguela, concretamente no município do Lobito.

O secretário sublinhou que os apoios estão a chegar e a Comissão Nacional de Protecção Civil presta toda solidariedade em cooperação com o Governo Provincial de Benguela e com a comissão local de protecção civil para conjuntamente minimizar a situação do município do Lobito, num momento particularmente difícil.

Os funerais das vítimas desta tragédia começam ser realizados nesta manhã, para as crianças e para os adultos, no período da tarde. (portalangop.co.ao)

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