Bancos comerciais: Por que eles não explicam?

(Foto: D.R.)
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Os bancos comerciais, por sua vez, os principais visados na onda de reclamações apontam o dedo indicador em direcção ao banco central. Porém, ainda assim, não se livram da má fama. Ou seja, tais bancos acabam também por lavar as mãos – qual Pilatos! – quando se lhes solicita o fornecimento de divisas por alegada inexistência de divisas. O dinheiro simplesmente sumiu do circuito bancário, sem que as partes envolvidas neste tipo de processo consigam trazer à luz do dia explicações convincentes sobre a realidade dos factos.

Se o BNA vem dar o dito pelo não dito, tentando sacudir a água do seu capote, os bancos comerciais, esses, não fizeram ainda ouvir a sua versão dos factos. Resultado: enquanto se mantém o presente cenário quem paga com tanto sofrimento são os clientes que, na incessante busca por divisas, tem penado com quantas penas tem uma galinha à frente dos bancos comerciais, que se revelam incapazes de dar uma solução a tão periclitante situação.

As consequências dessas restrições no levantamento de divisas aos balcões já se fazem sentir sobremaneira com o aumento exponencial das taxas praticadas no mercado informal. Até ao fecho da presente edição, a compra de cada dólar atinge agora os 160 kwanzas nas ruas da capital angolana. Sabe-se que o BNA realizou recentemente (entre 02 e 06 de Fevereiro) leilões de 160 milhões de dólares à banca contra os USD 314 da última semana de Janeiro.

As vendas de divisas do banco central à banca comercial caíram para metade na primeira semana de Fevereiro, mantendo-se o Kwanza em forte desvalorização devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional. A informação oficial, apenas oficial, é que as receitas de venda do barril de crude por Angola reduziram. Este facto, alega-se, reduziu a entrada de divisas no país, provocando a escassez de dólares no mercado, facto que tem dificultado o pagamento das empresas a fornecedores internacionais. (A Capital)

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