Banco Mundial reitera apelo para combate ao aquecimento global

O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe (C), discursa na abertura da 3ª Conferência da ONU para Redução de Riscos de Desastres (WCDRR) na cidade de Sendai City, em Miyagi, 14 de março de 2015 (Foto: Franck Robichon/POOL/AFP)
     O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe (C), discursa na abertura da 3ª Conferência da ONU para Redução de Riscos de Desastres (WCDRR) na cidade de Sendai City, em Miyagi, 14 de março de 2015 (Foto: Franck Robichon/POOL/AFP)

O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe (C), discursa na abertura da 3ª Conferência da ONU para Redução de Riscos de Desastres (WCDRR) na cidade de Sendai City, em Miyagi, 14 de março de 2015 (Foto: Franck Robichon/POOL/AFP)

O Banco Mundial reiterou neste domingo seu apelo à comunidade internacional para que se reforce a luta contra o aquecimento global, em uma conferência da ONU sobre o clima em Sendai, Japão.

Falando à AFP, Rachel Kyte, encarregada de temas de clima do Banco Mundial, disse que parece haver uma desconexão entre a acção política e a frequência com que se repetem em todo o mundo as devastadoras catástrofes naturais.

“Não é irónico que este ciclone (de Vanuatu) tenha ocorrido justamente no momento em que nós estamos aqui reunidos?”, questionou Kyte.

“Fico preocupada que o sentido de urgência e os objectivos da comunidade internacional não estejam no mesmo nível”, enfatizou.

A conferência organizada pelas Nações Unidas para debater ideias sobre como contra-atacar as catástrofes naturais ampliadas pela mudança climática teve início no sábado e segue até quarta-feira.

O encontro abriu seus trabalhos no dia seguinte em que um ciclone tropical causou muita destruição no Estado insular de Vanuatu, no Pacífico Sul.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que apresentou seus pêsames neste sábado ao presidente de Vanuatu e expressou sua solidariedade para com os habitantes do arquipélago.

“A redução de desastres é uma prioridade na defesa contra os efeitos da mudança climática, é um investimento inteligente para os negócios e um sábio investimento para salvar vidas”, acrescentou.

Um relatório do Escritório das Nações Unidas para a Redução de Risco de Desastres (UNISDR, na sigla em inglês) calculou entre US$ 250 bilhões e US$ 300 bilhões anuais as perdas económicas mundiais causadas pelos desastres.

A conferência de Sendai também foi inaugurada três dias depois do quarto aniversário do terremoto de magnitude 9 que abalou o nordeste do Japão. O sismo resultou em um tsunami que arrasou o litoral e deixou 19 mil mortos, levando ainda à catástrofe nuclear na central de Fukushima. (afp.com)

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