Assassinos de Cassule e Kamulingue condenados a pesadas penas de prisão

Angola Mariano Cassule irmão de Isaías Cassule e mãe Madalena Massoxi (VOA)
Angola Mariano Cassule irmão de Isaías Cassule e mãe Madalena Massoxi (VOA)
Angola Mariano Cassule irmão de Isaías Cassule e mãe Madalena Massoxi (VOA)

O Tribunal Provincial de Luanda condenou a pesadas pelas de prisão os acusados de terem assassinado os activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue.

Todos eram agentes dos serviços de inteligência : António Manuel Gamboa Vieira Lopes, 17 anos de prisão efectiva, Augusto Paulo Mota, 16 anos, Manuel Miranda, 16 anos, Luís Miranda, 14 anos, Francisco Pimentel, 14 anos, Edivaldo Domingos dos Santos e Júnior Maurício, 17 anos.  João Fragoso foi o único absolvido.

Os condenados terão ainda de pagar um milhão e 500 mil kwanzas aos familiares de Isaías Cassule e Alves Kamulingue.

O “general Filó”, considerado pelos condenados o autor moral dos assassinatos, não compareceu ao julgamento por estar no exterior em tratamento, mas a VOA sabe que ele já se encontra no país.

Os familiares de Cassule e Kamulingue anunciaram que vão processar o general.

Os activistas foram raptados e e posteriormente assassinados quando tentavam organizar uma manifestação de apoio a ex-militares, em 2012.

O julgamento que já dura há mais de um ano registou o várias paralisações.

Interrompido pela primeira vez a 3 de Setembro, o  julgamento foi retomado no dia 17 de Novembro, sendo de novo suspenso no final de Dezembro para ser retomado em Fevereiro.

A primeira interrupção deu-se depois de o tribunal ter afirmando não ter competência para continuar o julgamento depois de um dos réus ter sido promovido pela presidência a general.

O referido oficial é António Manuel Gamboa Vieira Lopes agora condenado a 17 anos de prisão.

À data do homicídio aquele militar ostentava o posto de brigadeiro. Porém, a 27 de Maio de 2014, ao ser promovido ingressou na classe de oficiais generais, deixando assim de estar sob alçada dos tribunais civis, os quais não podem julgar um general.

A promoção e a interrupção do julgamento causaram celeuma e sérios embaraços ao Presidente da República que revogou a medida.

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, mandou instaurar um inquérito para averiguar como é que o nome de Vieira Lopes tinha sido incluído na lista de promoções quando estava a ser julgado.

A referida comissão de inquérito ainda não se pronunciou. (voa.com)

DEIXE UMA RESPOSTA