António Costa perde a única fonte de rendimento se saír da Câmara

(economico.sapo.pt)
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Cargo de secretário-geral não é remunerado e António Costa só conta com o salário de presidente da Câmara de Lisboa.

Se António Costa abandonasse agora o lugar na Câmara de Lisboa perderia a sua única fonte de rendimento. Isto porque o cargo de secretário-geral do Partido Socialista não é remunerado e Costa não apresenta qualquer outro rendimento.

O líder do PS tem feito tabu sobre o ‘timing’ da saída da câmara. Mas nos últimos dias têm surgido notícias que dão conta de pressões internas para que se dedique mais ao partido.
Já na qualidade de líder dos socialistas, António Costa entregou nova declaração no Tribunal Constitucional no passado dia 9 de Março. A declaração, que o Diário Económico consultou, mostra que o rendimento de autarca – 63.457,96 euros anuais – é o único de António Costa.

Na declaração relativa a 2013, o actual líder socialista inscreveu 91.875 euros anuais de trabalho independente, um valor que resultava “exclusivamente” do comentário semanal no programa ‘Quadratura do Círculo’, da SIC Notícias, e de uma coluna que no jornal ‘Correio da Manhã’, do grupo Cofina, esclareceu Costa em resposta ao jornal ‘Público’.

Mas ao abandonar a colaboração com a SIC Notícias em Novembro passado, na véspera das eleições directas do partido, Costa perdeu esta remuneração.

Sobra-lhe agora o salário de presidente da câmara, uma vez que o cargo de secretário-geral do PS não é remunerado. O estatutos do partido são omissos quanto ao “salário” do líder e Maria de Belém, que encabeça a comissão política, confirmou isso mesmo ao Económico: as regras não prevêem a remuneração do secretário-geral, embora a comissão política possa aprovar uma proposta nesse sentido.

Não é comum o secretário-geral socialista dedicar-se a essa função em exclusividade. António José Seguro era deputado, e antes dele José Sócrates era primeiro-ministro, cargos que lhes garantiam uma remuneração mensal.

Se António Costa vencer as eleições terá o salário de primeiro-ministro. Mas, mesmo que perca, o líder do socialista terá garantida a remuneração pelo cargo de deputado.

De acordo com o ‘Expresso’ começam a existir pressões internas do PS para que Costa troque definitivamente os Paços do Concelho pelo Largo do Rato, dedicando-se a 100% ao partido.

O secretário-geral nunca se comprometeu com uma data, apontando apenas para o “momento oportuno”.

O Diário Económico perguntou à assessoria de António Costa se o facto de este ficar sem salário está entre os motivos que levam o líder do PS a continuar à frente da Câmara de Lisboa, mas não obteve resposta até ao fecho da edição. (economico.pt)

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