Angola define setores prioritários para a sua economia

Quedas de Kalandula, em Malanje, Angola. Turismo, energia, indústria e pescas. (Foto: D.R.)
Quedas de Kalandula, em Malanje, Angola. Turismo, energia, indústria e pescas. (Foto: D.R.)
Quedas de Kalandula, em Malanje, Angola. Turismo, energia, indústria e pescas.
(Foto: D.R.)

Turismo, Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Logística e Transportes, Energia e Águas, bem como Construção são os novos setores prioritários na economia angolana e para os quais interessa captar investimento privado, num processo que passa a ser mais ágil.

A intenção foi anunciada por Abrahão Gourgel, ministro angolano da Economia, depois da apreciação favorável da Proposta de Revisão do Investimento Privado, que seguirá para a Assembleia Nacional, noticia o site de informação Macauhub.

No mesmo sentido, vai o Serviço de Migração e Estrangeiros que se prepara para conceder vistos de turismo e ordinários com múltiplas entradas. A intenção foi “recebida calorosamente por empresários visitantes e investidores”, refere a Economist Intelligence Unit.

No sentido de facilitar o investimento privado em Angola, o repatriamento de capitais, lucros e dividendos será mais expedito, acrescenta o Macauhub, que cita o ministro angolano da Economia: “o investidor estrangeiro passa a ser obrigado a ter uma parceria nacional numa percentagem de 35%”, anuncia.

“A nova lei refere que os investimentos até dez milhões de dólares passam a ser aprovados pelos departamentos ministeriais e os investimentos acima de dez milhões de dólares serão encaminhados para o titular do poder executivo”, acrescentou.

Quando a nova Lei do Investimento Privado for aprovada no parlamento, para a actual Agência Nacional para o Investimento Privado (Anip) será reservado o acompanhamento e promoção da política interna do investimento.

Já no início do mês, Abrahão Gourgel havia anunciado que o total dos investimentos privados que se inserem no programa de aceleração da diversificação da economia, com projetos privados já programados e novos, anda nos 22,7 mil milhões de dólares e envolve sete agrupamentos tidos como prioritários.

Ao todo são 36 projetos de investimento privado, ao abrigo do programa de aceleração da diversificação da economia de Angola, que deverão criar 41 mil postos de trabalho directo nos próximos três anos.

Só uma empresa japonesa do sector têxtil, segundo o ministro angolano, tem em curso a recuperação e expansão de três fábricas em Angola, num investimento superior a mil milhões de dólares, considerado “acelerador” do processo de diversificação da economia, refere o Macauhub. (dinheirovivo.pt)

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