Alemanha: Protestos simultâneos têm confrontos com polícia em Wuppertal

Manifestante de um movimento anti-islão, segurando uma cruz católica, é retirado do protesto por um policial (REUTERS)
(dw.de)
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Menos de 3 mil pessoas participam de manifestações de movimento anti-islão Pegida, salafistas e movimentos contrários na cidade alemã. Polícia é atacada e precisa intervir.

Manifestante de um movimento anti-islão, segurando uma cruz católica, é retirado do protesto por um policial (REUTERS)
Manifestante de um movimento anti-islão, segurando uma cruz católica, é retirado do protesto por um policial (REUTERS)

Mais de mil policiais foram mobilizados, neste sábado (14/03), na cidade alemã de Wuppertal, onde apoiantes do movimento Pegida (sigla em alemão para “Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente”), extremistas de direita, salafistas e manifestantes contrários foram às ruas simultaneamente.

Menos de 3 mil pessoas participaram das marchas, número muito abaixo do esperado pelas autoridades. Segundo estimativas da polícia, a manifestação do Pegida reuniu aproximadamente 2 mil pessoas. Por outro lado, o protesto nomeado de “Wuppertal aliado contra nazistas” levou apenas 700 manifestantes às ruas. Já a marcha dos islamitas contabilizou cerca de 100 participantes.

Apesar da baixa presença de manifestantes, a polícia teve bastante trabalho. Lojas foram fechadas e diversas ruas bloqueadas, na tentativa de evitar confrontos entre grupos rivais. O primeiro tumulto ocorreu quando hooligans mascarados atiraram fogos de artifício contra policiais, segundo agências de notícias. Canhões de agua precisaram ser usados para dispersar os mais exaltados.

Momentos antes, o cofundador do Pegida, Lutz Bachmann, pediu a todos que permanecessem pacíficos. “Não estraguem tudo agora”, gritou. Porém, devido aos atritos, o Pegida interrompeu o protesto.

O prefeito de Wuppertal, Peter Jung, havia convocado a população para protestar contra os extremistas. “Os bons democratas deveriam mostra o que eles pensam disso”, argumentou, salientando, no entanto, que as marchas do Pegida e dos salafistas não poderiam ser proibidas. “É o preço de nossa democracia liberal, que impede que tais manifestações não possam ser impedidas.” (dw.de)

PV/dpa/epd/afp

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