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Subida de preços é artificial
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Subida de preços é artificial

A ministra do Comércio, Rosa Pacavira, na reunião com os empresários. (Foto: Dombele Bernardo)

A ministra do Comércio, Rosa Pacavira, na reunião com os empresários.
(Foto: Dombele Bernardo)

Angola gasta anualmente cerca de três mil milhões de dólares na importação de produtos diversos, com destaque para os alimentares, revelou ontem em Luanda a ministra do Comércio, Rosa Pacavira, no final de um encontro com empresários e importadores.

O encontro serviu para analisar a situação da subida brusca dos preços dos produtos alimentares no mercado nacional.
Rosa Pacavira referiu que existem empresários apenas interessados em vender os seus produtos e Angola quer empresários que investem no país, com a instalação de fábricas, para diminuir as importações, poupar recursos e criar empregos, salientou.

A ministra disse que Angola, com 24,3 milhões de habitantes, gasta três vezes mais que a vizinha República Democrática do Congo (RDC), com 74 milhões de habitantes.
Rosa Pacavira reconheceu a importância dos empresários no desenvolvimento económico e social do país, mas manifestou a sua indignação com a drástica subida dos preços dos produtos alimentares de 41 a 50 por cento sem fundamento. A ministra afirmou que a subida dos preços prejudica a economia nacional e está a prejudicar a população, que vê o poder de compra do seu salário baixar de forma drástica.

A responsável do sector do Comércio considerou que a especulação que se vive no país é fruto do aproveitamento que alguns importadores estão a fazer da baixa do preço do petróleo. “Não se justificam as subidas dos preços, porque os produtos que estão agora a ser comercializados já foram importados em Dezembro do ano passado”, disse.
A ministra reconheceu que há alguns atrasos no pagamento aos importadores, mas que a situação já está a ser resolvida.

Rosa Pacavira reafirmou que o Ministério do Comércio continua a passar a licença das mercadorias importadas e nunca deixou de o fazer. “O que acontece é que estão 101 navios com mercadorias que não estão licenciadas e estamos agora a fazer o reajuste, o que não vai acontecer nos próximos tempos, porque cada mercadoria importada deve ter uma licença de importação”, acrescentou.

“Por causa de mercadorias que entram sem licença, hoje assiste-se ao consumo no mercado nacional de muita carne de búfalo e até de cavalo”, declarou.
Rosa Pacavira disse que o Ministério do Comércio está a confrontar de forma rigorosa cada uma das facturas de importação para evitar os erros cometidos por alguns funcionários.
Em relação aos armazéns que foram encerrados, Rosa Pacavira garantiu que todos os empresários ou importadores que estão nesta condição e não têm condições para construir outro, podem solicitar um crédito. O Executivo colocou cerca de 500 milhões de kwanzas à disposição desses empresários. (jornaldeangola.ao)

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