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Separatistas estipulam condições para cessar-fogo no leste da Ucrânia
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Separatistas estipulam condições para cessar-fogo no leste da Ucrânia

Separatistas pró-russos (Shamil Zhumatov, Reuters)

Separatistas pró-russos (Shamil Zhumatov, Reuters)

Moscovo – Os separatistas pró-Rússia estipularam nesta quarta-feira condições para um acordo de cessar-fogo com as autoridades ucranianas, em meio à crítica situação humanitária na cidade de Debaltsevo, onde milhares de civis estão encurralados entre o fogo cruzado.

“Primeiro, é necessário um decreto de (o presidente ucraniano, Petro) Poroshenko ao Exército para que suspendam a ofensiva e cessem o fogo”, disse Denis Pushilin, negociador da autoproclamada República Popular de Donetsk, à agência russa “Interfax”.

Além disso, acrescentou que “Kiev deve mostrar disposição para sentar à mesa de negociações e é necessário um recuo simultâneo do armamento pesado da linha de separação”.

Pushilin insistiu que a linha que separa ambas as partes deve levar em conta a actual situação na frente de combate, já que as milícias rebeldes reconquistaram várias localidades desde o recomeço dos combates na segunda semana de Janeiro.

Vladislav Deinego, o negociador-chefe da República Popular de Lugansk, afirmou que os separatistas da região estão dispostos a cessar as hostilidades se Poroshenko ordenar o decreto.

A alta representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Federica Mogherini, pediu nesta quarta-feira uma trégua de três dias para aliviar a situação humanitária da população de Debaltsevo, foco de intensos combates há dias.

“O aumento da violência na Ucrânia oriental tem que parar”, ressaltou Mogherini, que advertiu que “atirar contra civis, onde quer que seja, é uma grave violação da lei humanitária internacional”, e pediu a “retirada imediata da artilharia das zonas residenciais”.

Milhares de pessoas abandonaram a cidade pela estrada, onde não há luz, água e aquecimento, mas a evacuação dos civis se complica apesar do corredor humanitário estipulado por ambos os lados devido a incessantes bombardeios.

Segundo os rebeldes, pelo menos cinco civis morreram ontem quando o comboio humanitário em que viajavam foi atacado por forças governamentais no momento em que saía da cidade, estratégico elo de comunicação entre Donetsk e Lugansk.

Além disso, outros cinco civis, entre os quais alguns faziam fila para receber ajuda humanitária, morreram nesta quarta-feira com o impacto de um míssil de artilharia contra um hospital na cidade de Donetsk, principal reduto pró-Rússia.

O presidente rotativo da OSCE e ministro sérvio das Relações Exteriores, Ivica Dacic, pediu a trégua temporária na noite de ontem, em meio à grave deterioração da situação humana, e exigiu às partes que retomem as negociações para buscar uma saída pacífica à violenta crise entre Kiev e os separatistas pró-Rússia. (EFE)

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