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Recomendações da Conferência sobre Consumo de Álcool e Drogas
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Recomendações da Conferência sobre Consumo de Álcool e Drogas

Participantes a Conferência Internacional Sobre o Consumo de Alcool e Drogas (Foto: Lino Guimaraes)

Participantes a Conferência Internacional Sobre o Consumo de Alcool e Drogas (Foto: Lino Guimaraes)

A Conferência Internacional sobre o “Consumo de álcool e drogas”, encerrada nesta sexta-feira, em Luanda, recomenda o aumento e a cooperação com todos os Estados e organizações internacionais, com destaque para os países da CPLP, em projectos comuns de partilha e gestão de informação estratégica e operacional de controlo do consumo do álcool e seus derivados, soube à Angop.

De acordo com o documento síntese da Conferência Internacional sobre o “Consumo de álcool e drogas”, promovida pela Fundação Eduardo dos Santos (FESA), foi recomendado igualmente a luta contra o tráfico de estupefacientes, bem como a actualização das leis existentes e criar condições para a criação de novos instrumentos jurídico-legais que abordem a problemática da produção, tráfico, venda e consumo de estupefacientes.

O documento adianta que a conferência recomenda ainda a necessidade de se redefinir e aperfeiçoar as estratégias de actuação, bem como dotar as estruturas de competentes e sofisticados instrumentos e equipamentos nos pontos de controlo de passageiros, dos detidos, comerciantes e todos os intervenientes na cadeia do tráfico da droga.

A conferência recomenda ainda a necessidade de se realizar estudos em parceria com as instituições de ensino para o aprimoramento, tratamento, cruzamento e interligação dos dados estatísticos entre os diferentes sectores ministeriais e organismos ligados à produção, tráfico, venda e consumo da droga, com o objectivo de facilitar a elaboração, implementação e monitoria de uma Estratégia Nacional Integrada de Controlo.

Consta também das recomendações a pertinência do do reforço da parceria com os Órgãos da Comunicação Social em matéria de elaboração de conteúdos educativos sobre o álcool e drogas, bem como os canais, meios e horários de divulgação das mensagens.

Aumentar e aprimorar as mensagens educativas no seio das famílias, nos locais de trabalho e nos estabelecimentos de ensino, desencorajando as crianças, jovens e adultos para comportamentos que propiciem o desencaminhamento e adopção de práticas nocivas à vida humana são outras recomendações.

O documento acrescenta ser necessário aumentar o trabalho de prevenção na área do consumo e da criminalidade associada ao consumo excessivo de álcool e utilização de drogas, bem como le-se que a conferência concluiu que o alcoolismo e o consumo de drogas é um problema que transcende as barreiras da Saúde Pública, o que requer uma estratégia de intervenção de carácter multissectorial, pois afecta o desenvolvimento do indivíduo, das famílias e das nações.

Os participantes reconhecem haver complexidade do controlo do tráfico de drogas das estratégias de movimentação do produto e as fragilidades nos sistemas de detecção dos traficantes e os mecanismos de transportação das drogas.

A conferência conclui igualmente a necessidade de cooperação e de parcerias entre os países, com particular destaque para a CPLP, em matéria de controlo e definição de estratégias de capacitação para a gestão eficaz do problema do tráfico da droga e consumo de bebidas alcoólicas.

A Conferência Internacional sobre ” O consumo de álcool e drogas” decorreu de 18 a 20, no Palácio dos Congressos e esteve repartida em três painéis, com o objectivo de analisar a problemática do consumo de Álcool e a Toxicodependência em Angola, as suas consequências na saúde do indivíduo, da família e da sociedade, bem como apoiar as medidas de controlo e prevenção, prestação de cuidados aos toxicodependentes, a sua reabilitação e reinserção na vida social.

O evento foi organizado pela Fundação Eduardo dos Santos (FESA), sob o Lema “ Por uma Angola Sã, Livremo-nos das Drogas e da Toxidependência”.

A conferência contou com cerca de oitocentos participantes e convidados entre governantes, entidades eclesiásticas, organizações juvenis, estudantes, escuteiros, técnicos de vários sectores ministeriais e ex-toxicodependentes.

Para permitir uma profunda reflexão e ampla abordagem da temática proposta, foram convidados17 palestrantes, sendo oito nacionais e nove provenientes da Itália (4), Brasil (1), Cabo Verde (1), São Tomé e Príncipe (1) e Moçambique (1), entre outros convidados. (portalangop.co.ao)

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