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Reabilitação dos CFA orçado em 3,5 bilhões de dólares americanos
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Reabilitação dos CFA orçado em 3,5 bilhões de dólares americanos

(Foto: Pedro Parente)

(Foto: Pedro Parente)

O programa de reabilitação e modernização dos Caminhos de Ferro de Angola (CFA) representou ao longo da última década, entre 2005 e 2015, um investimento próximo dos 3,5 bilhões de dólares americanos, disse sábado, no Luau, Moxico, o titular dos Transportes, Augusto Tomas.

Discursando no acto inaugural da Estação do Caminho de Ferro do município do Luau, cerimónia orientada pelo Chefe de Estado Angolano, José Eduardo dos Santos e testemunhada pelos seus homólogos da Zâmbia, Edgar Lungu e da RDC, Joseph Kabila, o ministro angolano ressaltou que “deste valor, a parcela correspondente ao Caminho de Ferro de Benguela é, aproximadamente, de 1,9 bilhões de dólares”.

“É realmente, muito e muito bom investimento”, sublinhou Augusto Tomas, frisando que “já houve em Angola um tempo de guerra, um tempo de destruição e de ódio mas hoje vivemos em paz e é tempo de construção e amor, pois são resultados da paz”.

Afirmou que “muitas vezes, e nem sempre de boa-fé, alguns perguntam onde é que vai o nosso dinheiro. Pois bem, a resposta está aí. Parte da resposta está aqui no Luau”.

O ministro acrescentou que nos últimos 10 anos parte dos recursos do país foi para a reabilitação e modernização dos três caminhos de ferro de Angola e que o país dispõe, actualmente, de uma infra-estrutura ferroviária capaz de alavancar o seu desenvolvimento económico e humano e promover a coesão nacional.

Explicou que não só os caminhos-de-ferro que foram reabilitados, mas também as estradas, os aeroportos, de que é exemplo o aeroporto do Luau, sábado inaugurado, bem como os portos, inúmeras escolas, unidades de saúde e muitas outras infra-estruturas.

“É nisso que vai também o nosso petróleo. No desenvolvimento de Angola para o bem-estar dos angolanos”, avançou o titular dos Transportes, precisando que a reabilitação e modernização dos caminhos-de-ferro de Angola foi feito com muito trabalho, dedicação e com muito esforço profissional e patriótico dos angolanos.

Ainda no seu discurso, o ministro Augusto Tomas frisou que as infra-estruturas já existentes e outras que irão surgir no país vão suportar o chamado Corredor de desenvolvimento do Lobito.

Para Augusto Tomas, num futuro próximo, as autoridades angolanas querem que os abundantes e muito valiosos recursos minerais das regiões do Katanga, na RDC e do Cooperbelt, na República da Zâmbia, possam ser exportados utilizando o caminho de ferro de Benguela e o Porto do Lobito.

“Essas mesmas vias deverão também ser utilizadas para a importação e exportação de outros tipos de produtos”, pontualizou o governante angolano, adiantando que Angola, RDC e Zâmbia “querem de facto das mãos para o desenvolvimento económico dos seus países e para a promoção do bem-estar dos seus povos”.

A concluir o ministro sublinhou que “por cada quilo de mercadoria que o comboio transportar, por cada viagem que proporcionar a um cidadão, os três países estarão a dar um singelo mas importante contributo para o grande desafio, bela e emotivamente, retratado no refrão do hino nacional de Angola: – “Angola avante, revolução pelo poder popular, pátria unida, liberdade um só povo uma só nação”.

Com a entrada em funcionamento deste importante serviço, ( ligação ferroviária Angola, Zâmbia e RDC), estão criadas mais condições indispensáveis a par do ramal ferroviário aberto do Luau para a Zâmbia, para que Angola cimente de forma precisa as ligações com a RDC e a Zâmbia e com a região da SADC no seu todo.

Desta forma, o município do Luau começa a transformar-se numa “majestosa porta de entrada” para a integração regional de África e aproximar a zona da África Austral, como uma área de comércio livre, impulsionando as trocas comerciais, reforçando as relações e sustentando as bases para que Angola seja uma potência continental.

As obras de reabilitação do Caminho de Ferro de Benguela elaborado pela empresa China Ferrovia CR20, parte do Porto do Lobito ( Benguela), passando pelo Luau, Moxico e interliga com a Zâmbia e a República Democrática do Congo, numa extensão de 1289.1291155 quilómetros na linha principal.

Tem como ponto de partida a cidade do Lobito, percorrendo as províncias de Benguela, Huambo, Bie, e Moxico, o final é na fronteira do município do Luau província do Moxico com a RDC. (portalangop.co.ao)

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