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Inaugurados quatro empreendimentos de impacto social
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Inaugurados quatro empreendimentos de impacto social

Luau, município e estação terminal dos Caminhos de Ferro de Benguela. (Foto: D.R.)

Luau, município e estação terminal dos Caminhos de Ferro de Benguela.
(Foto: D.R.)

Quatro empreendimentos de carácter social para benefício da população do município do Luau, província do Moxico, foram inauguradas hoje, sexta-feira, nesta localidade, no quadro do programa de desenvolvimento no país, definido pelo Executivo angolano.

As inaugurações destas infraestruturas antecedem a visita de algumas horas que o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, vai efectuar, este sábado, ao município do Luau, onde também vai proceder a inauguração  da Estação do Caminho de Ferro e o Aeroporto local.

Neste quadro, foram inauguradas duas escolas sendo uma primária e outra do II ciclo, pelo ministro da Educação, Mpinda Simão, uma Central Térmica,  para abastecimento de energia eléctrica, pelo ministro de Energia e Águas, João Baptista Borges, e o Instituto Nacional de Segurança Social, pelo ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, António Pitra Netro.

Ainda inserido no programa de inaugurações destas infraestruturas, o ministro do Urbanismo e Habitação, José Silva, procedeu a entrega das residências da Nova Urbanização do município do Luau

Testemunharam as cerimónias o ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Hélder Vieira  Dias “Kopelipa”, os ministros da Administração do Território, Bornito de Sousa,  o Governador do Moxico,  João Ernesto dos Santos “Liberdade”,  entre outros  dirigentes.

Considerado o segundo polo de desenvolvimento económico da província, depois do município do Moxico (sede), Luau assume-se como o centro de desenvolvimento do leste do país, com os empreendimentos estruturantes que possui, aliado à posição geopolítica.

Situado a leste do Luena, cidade capital, num percurso de 362 quilómetros, o município do Luau começa, aos poucos, a reerguer-se e sustentar da prática para a teoria o estatuto de segunda maior economia da província, em função do processo de “metamorfose infraestrutural” que sofre.

A vila foi totalmente remodelada, com incidência nas principais avenidas, que viu, pela primeira vez em 58 anos de sua existência, a ser asfaltadas todas ruas, no total de 30 quilómetros, além dos lancis e sistemas de esgoto para as águas fluviais e residuais.

Com uma estrutura arquitectónica própria, dividida em quarteirões e com ruas paralelas horizontais e verticais largas, numa simbiose com jardins, a região é maioritariamente habitada pelo povo da etnia Cokwe, que ocupa vasta zona, seguido dos Luvales, Luchazes, Umbundo e Bundas e explora agricultura, a madeira, mel e pesca artesanal (principais recursos naturais da região).

Geograficamente, o município elevado a esta categoria a 28 de Agosto de 1956 faz fronteira a leste com a República Democrática do Congo (RDC), a norte com o do Muconda (Lunda Sul), a oeste com o Luacano e a sul com o Alto Zambeze.

A circunscrição possui uma extensão territorial de três mil e 893 km2, com um clima tropical húmido, havendo duas estações principais, nomeadamente a chuvosa (a mais quente) que vai de Outubro a Abril e do cacimbo (a mais seca e fria), que decorre de Maio a Setembro. (portalangop.ao)

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