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Criança-bomba mata 5 pessoas em ataque na Nigéria
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Criança-bomba mata 5 pessoas em ataque na Nigéria

Socorristas evacuam um ferido após atentado suicida em Potiskum, nordeste da Nigéria, em 1º de fevereiro de 2015 (Foto de AMINU ABUBAKAR/AFP/Arquivos)

Socorristas evacuam um ferido após atentado suicida em Potiskum, nordeste da Nigéria, em 1º de fevereiro de 2015 (Foto de AMINU ABUBAKAR/AFP/Arquivos)

Cinco pessoas morreram neste domingo em um mercado da cidade nigeriana de Potiskum, norte do país, em um ataque executado por uma menina com idade por volta de sete anos que estava com um cinturão de explosivos preso ao corpo.

“Pelo menos cinco pessoas morreram, além da menina, enquanto outras 19 ficaram feridas na explosão e foram levadas para o hospital”, disse à AFP Buba Lawanm, integrante de um grupo local de autodefesa.

Uma fonte médica, que pediu anonimato, confirmou o balanço de mortos e feridos.

“Recebemos seis corpos, incluindo o da menina-bomba. Além disso, 19 pessoas ficaram feridas na explosão e estão recebendo atendimento médico no estabelecimento”, afirmou, sem revelar detalhes.

O ataque aconteceu às 13H30 locais, horário de grande movimento, segundo os comerciantes.

De acordo com várias testemunhas, a menina tinha por volta de sete anos. O ataque se soma a outros atentados cometidos por crianças suicidas na Nigéria, orquestrados supostamente pelo grupo jihadista Boko Haram.

O ataque é mais uma evidência do gigantesco desafio de segurança do país, que em 28 de Março celebrará eleições presidenciais e legislativas.

O presidente Goodluck Jonathan, que venceu o pleito em 2011, se encontra uma dura disputa eleitoral contra o ex-ditador Muhammadu Buhari para tentar um novo mandato.

A votação estava prevista inicialmente para 14 de Fevereiro, mas o exército determinou o adiamento de seis semanas, apoiado pela comissão eleitoral, para tentar melhorar a situação de segurança no país.

O ataque deste domingo foi o segundo no mercado Kasuwar Jagwal, de produtos eletrónicos e conserto de telefones celulares. Em 11 de Janeiro, o local foi alvo de um atentado executado por dois adolescentes, que deixou seis mortes e 37 feridos.

Um dia antes, 19 pessoas morreram em um atentado cometido por uma menina na principal praça de Maiduguri, nordeste do país.

Os dois ataques foram atribuídos ao grupo jihadista Boko Haram, cuja ofensiva iniciada em 2009 já deixou cerca de 13 mil mortos e 1,5 milhão de deslocados. O conflito se estendeu a vários países da bacia do lago Chade.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, que está em uma visita aos três países de fronteira com a Nigéria (Chade, Camarões e Níger), destacou neste domingo a necessidade de Abuja se comprometer na luta contra os extremistas do Boko Haram.

“É necessário contar com o total compromisso da Nigéria para lutar contra o Boko Haram”, afirmou em uma entrevista colectiva em Niamey, capital do Níger.

No sábado em N’Djamena, capital do Chade, Fabius visitou uma célula de coordenação, com militares chadianos, camaroneses, nigerinos e franceses, mas não nigerianos.

O debate sobre a criação de uma força militar regional conjunta esbarra na atitude da Nigéria, que minimiza o perigo real do Boko Haram. (afp.com)

 

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