Ler Agora:
CCIPA: Investimentos angolanos em Portugal devem ser afectados pela crise
Artigo completo 3 minutos de leitura

CCIPA: Investimentos angolanos em Portugal devem ser afectados pela crise

Paulo Varela, Presidente CCIPA (Foto: D.R.)

Paulo Varela, Presidente CCIPA
(Foto: D.R.)

Os investimentos de Angola em Portugal dificilmente vão aumentar devido ao choque petrolífero, que tem “um impacto transversal em toda a economia angolana”, disse o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA).

Em entrevista à Lusa, Paulo Varela admite que “a conjuntura não é muito propícia” à subida ou mesmo à manutenção dos avultados investimentos angolanos que têm sido feitos em empresas e bancos portugueses, e nos próximos meses será difícil que os investidores de Angola escapem à onda de retracção de investimentos que se vive no seu país.

“Espero que sim, mas a conjuntura não é muito propícia”, responde Paulo Varela quando questionado sobre se espera um aumento dos investimentos angolanos em Portugal nos próximos meses.

“Olhando para as circunstâncias que se vivem e a menor disponibilidade de receitas, é de crer que tenha um impacto transversal em toda a economia angolana” e nos seus investidores, salientou.

Para o antigo responsável da Visabeira, uma empresa portuguesa com investimentos no estrangeiro, incluindo Angola, a austeridade que se decretou no país africano é uma ironia por acontecer depois da saída de Portugal do programa de ajustamento financeiro, e numa altura em que há a percepção de que a austeridade acabou ou mitigou-se, em Portugal.

“Realmente só revela que a economia tem destas coisas, os ciclos fazem parte da vida, e talvez seja bom para incutir uma perspectiva de que ninguém está sempre bem nem sempre mal, a economia tem ciclos e há variáveis externas que impactam terrivelmente a nossa vida, quer em Portugal quer em Angola”, afirma o gestor, notando, ainda assim, que as trocas entre os dois países continuam pujantes.

“Os dados preliminares mostram que as exportações portuguesas de bens para Angola subiram 2%, e as importações desceram cerca de 23 a 24%, decorrente em parte do facto de ter havido menos aquisições de produtos petrolíferos, eventualmente motivadas pela paragem na refinaria de Sines”, afirma o gestor.

A balança comercial, assim, foi favorável a Portugal em 1,5 mil milhões de euros, decorrente “do ligeiro acréscimo das exportações e algum decréscimo das importações”, segundo os dados preliminares da CCIPA, com base nos números do Instituto Nacional de Estatística e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. (jornaldenegocios.pt)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos com são obrigatórios *

Input your search keywords and press Enter.