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Países dos Grandes Lagos: Os grandes desafios
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Países dos Grandes Lagos: Os grandes desafios

(D.R.)

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Se o critério de elegibilidade fosse o Lago Dilolo (província do Moxico), como forma de pertencer à família de países dos Grandes Lagos, Angola estaria bem representada, por albergar no seu território, uma das mais expressivas massas de água doce do continente. Fala-se no terceiro maior de África, concorrendo neste momento para o lugar das Sete Maravilhas do país. Não sendo essa a regra a justificar a presidência da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, vulgo CIGL, Angola tem outros louros para apresentar ao mundo, nomeadamente o seu capital político e diplomático, baseado na experiência adquirida, ao longo de um conflito fratricida que durou 27 anos.

Ao assumir o desafio na condução deste Grupo de Países, Angola baseia-se na Declaração de Dar-Es-Salam sobre a Paz, a Democracia e o desenvolvimento na Região dos Grandes Lagos, de 2004, que pretende transformar a zona em “espaço de paz e segurança duradoura para os Estados e os povos, de estabilidade política e social, de crescimento e desenvolvimentos partilhados”.

O Presidente José Eduardo dos Santos, que sucedeu neste ano de 2014, o seu homólogo Youeri Museveni, do Uganda caracterizou a região vivendo ainda um “longo e ainda instável processo de pacificação e estabilização na parte Leste da República Democrática do Congo e, por outro, pelo surgimento de novos conflitos no Sudão do Sul e na República Centro Africana”.

A cimeira de Luanda que diagnosticou a situação geral da região, com base nos diversos relatórios elaborados noutros fóruns pautou-se no respeito pelo Direito Internacional e das normas da União Africana, como forma de manter a segurança inter-territorial nos diversos Estados, impedindo que países caiam na tentação de reivindicar espaços não considerados à luz das convenções internacionais.

O Chefe de Estado angolano fez referência à solidariedade, sabedoria e ao “ser sensato em todas as circunstâncias como “valores e atitudes” da cultura africana, que segundo disse “não devemos menosprezar, quando queremos estabelecer denominadores comuns para que a acção concertada possa atingir os resultados positivos que almejamos”.

A Região dos Grandes Lagos, que é composta “por todos os territórios dos onze estados membros da Conferência, adoptou mecanismos nacionais de coordenação que facilitam a implementação do Pacto dos  Estados membros, nomeadamente a cimeira, que é o órgão que integra os Chefes de Estado e de Governo dos países membros.

A norma de conduta dos países integrantes dos Grandes Lagos é nivelada pelo “respeito à soberania nacional, integridade territoriais, a não ingerência nos assuntos internos de outros estados membros, não agressão, cooperação e resolução pacífica de quaisquer diferendos”.

Como forma de resolver o pós-conflito entre Estados, a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos constituíu um Fundo Especial para a Reconstrução e o Desenvolvimento “em conformidade com o Protocolo sobre a Zona específica de reconstrução e desenvolvimento, cujo estatuto jurídico faz parte de um documento próprio”.

A operacionalização do Fundo é da responsabilidade do Banco Africano para o Desenvolvimento, enquanto o financiamento é proveniente das “contribuições obrigatórias dos  Estados membros, e das doações voluntárias dos “parceiros  à cooperação e ao desenvolvimento”.

SOBRE A CIMEIRA

A Cimeira é o órgão máximo da Conferência, sendo presidida “por um Chefe de Estado e de Governo de um Estado membro por rotação”.

Reúne-se de dois em dois anos, devendo uma sessão extraordinária ser “solicitada a pedido de um Estado membro e com o consentimento da “maioria qualificada” de oito dos países membros  presentes e votantes que tenham ratificado o Pacto.

A Conferência adoptou ainda os quarto artigos do programas de acção para a paz e segurança; para a Democracia e Boa Governação; sobre o Desenvolvimento Económico e Integração regional e o programa para as Questões Humanitárias e Sociais.

ZONAS DE SEGURANÇA

O Protocolo assinado entre os Estados membros defende a criação de 12 áreas de segurança com a seguinte composição:

Zona 1 – Integrando o Leste da República Democrática do Congo, o Oeste do Uganda e o Oeste do Ruanda.

Zona 2 – Norte da República Unida da Tanzânia, o Sul do Uganda e o Sudoeste do Quénia.

Zona 3 – Nordeste do Uganda, o Noroeste do Quénia e o Sudoeste do Sudão.

Zona 4 – Noroeste do Uganda, o Nordeste da República Democrática do Congo eo Sudoeste do Sudão, na fronteira do triângulo do Nilo Ocidental

Zona 5 – Norte da República Democrática do Congo, o Sudoeste do Sudão e o Sudeste da República Centro Africana.

Zona 6 – Noroeste da República Democrática do Congo, Nordeste da República do Congo e o Sudoeste da República Centro Africana.

Zona 7 – Noroeste de Angola, o Oeste da RDC e o Sul da República do Congo.

Zona 8 – Noroeste da Zâmbia, o Sul da RDC e o Leste de Angola.

Zona 9 – Oeste da República Unida da Tanzânia, o Sul do Burundi, o Norte da Zâmbia e o Sudeste da RDC.

Zona 10 – Leste da RDC, o Oeste do Burundi e o Oeste do Ruanda.

Zona 11 – Noroeste da República Unida da Tanzânia, o Sudoeste do Uganda e o Leste do Ruanda.

Zona 12 – Noroeste da República Unida da Tanzânia, o Sudeste do Ruanda e o Nordeste do Burundi.

PS – Curiosamente as grandes enciclopédias internacionais não contêm referências a este grande fenómeno da natureza, que é o Lago Dilolo, província do Moxico, 53 quilómetros do município de Luacano (ex-Teixeira de Sousa).

(Fontes:  Protocolo da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos; Pacto de Segurança Estabilidade e Desenvolvimento da Região dos Grandes Lagos. Apoios: Ministério das Relações Exteriores-Direcção dos Grandes Lagos) 

(portaldeangola.com)

Por: Dias dos Santos 

OS GRANDES LAGOS, SEGUNDO A WIKIPEDIA

Os Grandes Lagos Africanos são um conjunto de lagos de origem tectónica, localizados na África Oriental, que incluem alguns dos lagos mais profundos do mundo. A maior parte destes lagos foi formada há cerca de 35 milhões de anos no Vale do Rift Ocidental, um dos ramos desta formação geológica que abrange a Etiópia, Quénia, Tanzânia, Uganda, Ruanda, Burundi, República Democrática do Congo, Malawi e Moçambique.

São os seguintes os Grandes Lagos Africanos (de sul para norte):

  • Lago Niassa, partilhado por Moçambique, Malawi e Tanzânia;
  • Lago Tanganica, que faz a fronteira entre a República Democrática do Congo, a Tanzânia e o Burundi.
  • Lago Kivu, que separa o Ruanda e República Democrática do Congo;
  • Lago Eduardo e Lago Alberto, que separam o Uganda da República Democrática do Congo;
  • Lago Vitória, que é o maior de todos, encontra-se entre os dois ramos (oriental e ocidental) do Vale do Rift e é partilhado pelo Quénia, Uganda e Tanzânia e;
  • Lago Turkana (antigo Lago Rudolfo), partilhado mais de 90% no Quénia e o restante ao sul da Etiópia, que o único grande lago africano no ramo oriental do Vale do Rift.

Os lagos Vitória, Alberto e Eduardo vertem suas águas no Rio Nilo Branco. O lago Tanganica e o lago Kivu desaguam no Rio Congo, enquanto que o lago Niassa desagua no Rio Zambeze. O lago Turkana (Rudolfo) é endorreico (Em geografia, uma bacia endorreica é uma área na qual a água não tem saída superficialmente, por rios, até ao mar, ou seja, uma bacia hidrográfica sem saída para o mar. A designação tem raiz grega, endo, “interior” e rhein, “fluir”. Qualquer chuva que caia numa bacia endorreica permanece ali, abandonando o sistema unicamente por infiltração ou evaporação, o que contribui para a concentração de sais. Nas bacias endorreicas nas quais a evaporação é maior que a alimentação, os lagos salgados desapareceram e formaram-se bacias salinas. As bacias endorreicas também se denominam sistemas de drenagem interna.

SOBRE O LAGO DILOLO

11°31′S 22°03′E
LocalizaçãoMoxico
PaísAngola
Características
Altitude1 098 m m

 

O Lago Dilolo fica situado na região do Moxico,   em  Angola, a uma altitude média de 1 098 metros acima do nível do mar. É o maior lago angolano, sendo um ponto turístico importante para esta província angolana.

Setembro é o mês mais quente com uma temperatura média de 32°C ao meio-dia. Julho é o mês mais frio com uma temperatura média de 8,1°C à noite. Não existem estações distintas ao longo do ano, sendo a temperatura relativamente constante, mas caindo drasticamente durante a noite, podendo a haver alguns dias em que as temperaturas baixas levem a que o lago congele.

A LENDA

Segundo os moradores desta região, existe uma história única que diferencia este lago dos demais lagos da província do Luena.

Dizem os moradores que uma velha vagava naquela aldeia, esta mesma senhora vinha de algum lugar desconhecido. Esta velha senhora estava muito cansada e resolveu então pedir água para os moradores daquela região, desta forma, começou ela a bater a porta de algumas casas pedindo água, mas ninguém a satisfazia, cansada então, decidiu fazer uma última tentativa e foi pedir água numa ultima casa antes de prosseguir com a sua viagem misteriosa.

Foi então que uma menina atendeu àquela senhora e lhe ofereceu a água pedida, para o contentamento da misteriosa senhora. A senhora por sua vez, lhe fez uma advertência e disse para a jovem e a sua família saírem daquela aldeia, pois, a noite irá cair uma forte chuva que deixar inundada toda aquela região.

A menina seguiu o conselho da estranha velha. E após a jovem se retirar com toda a sua família, uma enorme chuva começou a cair. Os moradores inicialmente pensavam que era algo extremamente normal, mas a chuva não parou de cair, e começou a aumentar a sua intensidade e força. Por fim, acabou por deixar todos moradores sem chances de sair das suas casas, desta forma, todos foram submergidos. Reza a história que os moradores submergidos até hoje continuam viver debaixo da água e é possível ainda ouvir as suas vozes de baixo da água.

(Fonte: Wikipedia)

 

2 comentários

  • redacao

    Preciso saber os nomes dos paises que comportam os grandes lagos!

  • redacao

    – Lago Dilolo – Comprimento 9 Km, largura 3 Km

    Os Grandes Lagos africanos:
    – Lago Niassa ou Lago Malawi – 560 km de comprimento, 80 km de largura máxima, profundidade máxima 700 m. Tem uma área estimada de 31.000 Km².
    – Lago Tanganica, ou Tanganhica – 673 km de comprimento, largura média de 50 km, profundidade máxima de 1.470 m. Cobre uma área de 32.900 km².
    – Lago Kivu – Comprimento máximo 89 km, Largura máxima 48 km, Profundidade máxima 480 m, Área 2.700 km².
    – Lago Eduardo – Comprimento máximo 77 km, Largura máxima 40 km, Profundidade máxima 112 m, Área 2.325 km².
    – Lago Vitória – Comprimento máximo 337 km, Largura máxima 250 km, Profundidade máxima 82 m, Área 68 870 km².
    – Lago Turkana (antigo Lago Rodolfo) – Comprimento máximo 290 km, Largura máxima 30 km, Profundidade máxima 109 m

    Vês a diferença e porquê que o Dilolo NÂO É UM DOS GRANDES LAGOS AFRICANOS ?

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