Vendas na rua são um perigo

(Fotografia: Maria Augusta)
(Fotografia: Maria Augusta)
(Fotografia: Maria Augusta)

Continua o drama dos vendedores ambulantes que comercializam os seus produtos em locais impróprios na cidade de Luanda. A aventura da “zunga” começou com a venda em passeios, passadeiras aéreas, viadutos e passagens subterrâneas.

Hoje, os vendedores ambulantes estão mais ousados. Partilham a faixa de rodagem com os carros e motorizadas. Arriscam as suas vidas, criam embaraços ao trânsito e grandes transtornos aos automobilistas.
Os vendedores andam na faixa de rodagem fazendo uma autêntica gincana que às vezes acaba com atropelamentos. É um esquiva daqui e dali. Os condutores atentos contam sempre com os vendedores ambulantes. Só assim conseguem evitar os acidentes. Quem vende nas ruas cria embaraços ao trânsito. Causa engarrafamentos e grandes transtornos.
António de Castro é automobilista. Diz que as pessoas sem civismo tomaram de assalto as ruas de Luanda. A venda ambulante bate todos os recordes de confusão. Já foram criadas praças, mercados bem equipados, mais ainda assim as pessoas insistem em vender nos passeios e nas faixas de rodagem.
António de Castro todos os dias presencia acidentes com vendedores ambulantes. Na ânsia de chegarem primeiro aos clientes, levam pancadas de carros e motorizadas. Pediu à Fiscalização e à Polícia Nacional para continuarem com o trabalho de recolher os jovens das ruas e acabar com a venda ambulante em locais impróprios.Apesar dos riscos que correm, muitos vendedores ambulantes dizem que o importante é vender e ganhar alguns trocados. A integridade física está em segundo plano.
Francisco Augusto, vendedor ambulante, reconheceu os riscos que corre quando circula entre os carros para vender a sua mercadoria. O jovem veio de Benguela para tentar a sua sorte na cidade grande.
Já muitas vezes escapou de ser atropelado. Mas continua a arriscar. Tem de vender para mandar algum dinheiro à família. O Largo do Primeiro de Maio, a Praça da Independência, a Avenida Revolução de Outubro, os Congolenses, São Paulo são locais de maior concentração de vendedores ambulantes. Mas existem em Luanda locais próprios para vendas, como mercados e feiras. O Governo Provincial de Luanda continua a criar condições para a prática legal do comércio. Mas é preciso a colaboração de todos: os clientes não devem comprar nada na rua e os vendedores têm que ir para os mercados.
 (jornaldeangola.com)

Por Nilza Massango

DEIXE UMA RESPOSTA