Troika obriga a cativar mais de 20 mil milhões até Junho

Paulo Portas (Foto: Steven Governo)
Paulo Portas tem guião atrasado. (FOTO: STEVEN GOVERNO)
Paulo Portas tem guião atrasado.
(FOTO: STEVEN GOVERNO)

A troika está inflexível na esmagadora maioria das medidas e metas em negociação na 8ª/9ª avaliação.

A visita da missão, muito centrada no desenho do Orçamento do Estado de 2014, está quase a terminar e alguns pontos estão mais ou menos estabilizados: o Estado irá manter o nível de depósitos em 20 mil milhões de euros ou mais para o que der e vier no próximo ano, a meta do défice não muda (fica nos 4%) e o Governo compromete-se a cortar quase 4,3 mil milhões de euros na despesa, tendo ficado de apresentar medidas alternativas aos chumbos dos Tribunal Constitucional e um plano B caso os juízes venham a vetar mais normas.

Os encontros com os técnicos da troika, que começaram a meio de Setembro, estiveram muito centrados na questão do saldo primário (saldo orçamental sem os juros) que, “dê lá por onde der”, tem de ser positivo já em 2014 “se o país quiser manter-se colado à Irlanda” e pensar ainda numa saída do ajustamento com recurso à rede de segurança do fundo europeu (MEE) e do Banco Central Europeu (BCE) via “programa cautelar. Isto é tão mais importante numa altura em que crescem os rumores que a saída é um segundo ajustamento.

Anteontem à noite, citado pelo Expresso online, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse que até ao fim do ano vamos saber se podemos ou não concluir o programa com sucesso.

Sem margem por causa dos juros
Em 2014, Portugal tem uma factura com juros de 7,3 mil milhões de euros que, como não serão alvo de renegociação, coloca o país perante uma “inevitabilidade”: não pode ter défice primário sequer. Será um feito raro. Há 17 anos que tal não acontece. (dinheirovivo.pt)

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