Sequestrador de Cleveland terá morrido por “asfixia erótica”

(Foto: AP)
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O sequestrador de Cleveland, encontrado morto na sua cela no mês passado, poderá não ter cometido suicídio. Uma nova investigação, divulgada esta quinta-feira, avança que Ariel Castro terá morrido, acidentalmente, enquanto se masturbava.

A nova hipótese, levantada pelo Departamento de Reabilitação e Correção de Ohio, nos EUA, surge após os investigadores terem provado que os agentes policiais da prisão onde Ariel Castro se encontrava falsificaram registos de entrada e, no dia da sua morte, não verificaram a cela do sequestrador conforme o horário estabelecido.

Os últimos dados apoiam a hipótese de que Castro morreu ao provocar uma “asfixia erótica”, uma vez que, além de ter sido encontrado enforcado, tinha as calças e a roupa interior descidas até aos tornozelos.

A asfixia auto-erótica é um método sexual de sadomasoquismo que visa a redução de oxigénio no cérebro de forma a aumentar o prazer da masturbação.

Durante o período de prisão o sequestrador queixou-se de que era insultado por outros prisioneiros. Documentos encontrados na cela dão conta de ataques verbais por parte dos reclusos e do pessoal da prisão. De acordo com a Reuters, Ariel temia que alguém estivesse a controlar as suas refeições e muitas vezes acabava inclusive por não comer.

Ainda assim, de acordo com o relatório, os investigadores afirmam que “não havia nenhum motivo substancial e conhecido para que se suicidasse”. Na cela, não foi encontrado nenhum bilhete de suicídio.

Castro foi considerado culpado de 937 acusações e condenado a mais de mil anos de prisão por rapto, violação e tortura de três jovens. O caso tornou-se conhecido depois das três mulheres terem fugido da sua casa no dia 6 de maio. Entre os 27 e os 32 anos, as três vítimas estavam desaparecidas há mais de 11 anos. (jn.pt)

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