Rússia: Em vários países, manifestações pela libertação de activistas da Greenpeace

Manifestação em Moscovo, com fotos dos militantes detidos (Foto: YEVGENY FELDMAN/AFP)
Manifestação em Moscovo, com fotos dos militantes detidos (Foto: YEVGENY FELDMAN/AFP)
Manifestação em Moscovo, com fotos dos militantes detidos (Foto: YEVGENY FELDMAN/AFP)

Holanda inicia caso contra a Rússia pela detenção de 30 tripulantes do Arctic Sunrise

O dia de protesto começou na Nova Zelândia, seguindo para Moscovo, no parque Gorki, seguindo-se a Europa Central com protestos marcados para 48 cidades alemãs, e ainda os Estados Unidos. Enquanto isso, no plano diplomático, apenas a Holanda decidiu agir: iniciou um procedimento de arbitragem contra a Rússia.

No centro da questão está a detenção, pelas autoridades russas, de 28 activistas da organização de defesa do ambiente Greenpeace e dois jornalistas que estavam a bordo do navio Arctic Sunrise, que foram detidos a 19 de Setembro depois de terem tentado escalar uma plataforma da empresa petrolífera Gazprom para chamar a atenção para os danos ambientais da actividade da empresa no Árctico.

Um comando de guardas costeiros russos, levado por helicóptero, apreendeu a embarcação e os seus ocupantes foram detidos em Murmansk, onde um tribunal decretou a detenção por dois meses. Se condenados pela acusação de pirataria, poderão ser condenados a uma pena de até 15 anos de prisão.

O navio tem bandeira holandesa e o país iniciou na sexta-feira um processo de arbitragem com base na Convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar, disse o ministro holandês dos Negócios Estrangeiros, Frans Timmermans. O Governo holandês está a tratar as detenções como “ilegais” e pediu a libertação tanto do navio como dos seus tripulantes.

Apesar de os tripulantes terem várias nacionalidades, a Holanda foi o único país que se pronunciou claramente contra elas.

O comandante do navio é o americano Peter Willcox, que comandava o Rainbow Warrior, o navio afundado pelos serviços secretos franceses em 1985 no porto de Auckland (Nova Zelândia), numa operação em que morreu o fotógrafo brasileiro Fernando Pereira (Paris queria impedir que os activistas da Greenpeace interferissem com um teste nuclear).

Há ainda tripulantes de outros 17 países, incluindo Rússia, Argentina, França, Holanda e Reino Unido.

Moscovo acusou por seu lado Amesterdão, dizendo que “ao longo dos últimos seis meses, a Rússia pediu várias vezes à parte holandesa que proibisse as acções do navio”, disse o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Alexei Meshkov. “Infelizmente não foi o caso. Assim temos mais questões para os holandeses do que eles para nós”, concluiu.

No plano judicial, o tribunal regional de Murmansk vai pronunciar-se na terça-feira sobre os recursos contra a prisão dos militantes. (publico.pt/AFP/Portal de Angola)

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