PS diz que há novo e brutal pacote de austeridade

Pedro Marques, do PS (Foto: DN)
Pedro Marques, do PS (Foto: DN)
Pedro Marques, do PS (Foto: DN)

O PS considerou ontem que a proposta de Orçamento para 2014 contém um “novo” e “brutal” pacote de austeridade e revela que os sacrifícios pedidos aos portugueses em 2013 foram totalmente perdidos para a recessão.

A posição foi transmitida pelo vice-presidente da bancada socialista Pedro Marques, após a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter apresentado a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2014.

De acordo com Pedro Marques, “em relação a 2013, que influenciará o Orçamento para 2014, a marca é cinco mil milhões de euros de austeridade, todo o enorme aumento de impostos perdido para a recessão”.

“Depois de cinco mil milhões de euros de austeridade em 2013, o défice que vai passar para 2014 é o mesmo do que quando começámos o ano. Os sacrifícios dos portugueses foram todos perdidos para a austeridade provocada pelas próprias políticas recessivas do Governo”, sustentou o dirigente do Grupo Parlamentar do PS.

Pedro Marques observou depois que, ao contrário do que fora dito há dias [pelo vice-primeiro-ministro] Paulo Portas verifica-se “afinal um novo e brutal pacote de medidas de austeridade, caso dos cortes de pensões ou do muito maior corte de salários na função pública”

A proposta de Orçamento hoje entregue no parlamento pela ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, prevê que “uma redução remuneratória progressiva entre 2,5 por cento e 12 por cento, com caráter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das administrações públicas e do Setor Empresarial do Estado, sem qualquer exceção, bem como dos titulares de cargos políticos e outros altos cargos públicos”.

No documento, o Governo refere que o défice orçamental deste ano vai atingir 5,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), superando os 5,5 por cento estabelecidos para 2013 entre o Governo e a ‘troika’ (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) e aponta para um crescimento económico de 0,8 por cento e uma taxa de desemprego de 17,7 por cento em 2014.(dn.pt/Lusa)

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