Promangol prepara-se para o próximo show de Amizade

(OPAIS)
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Que balanço faz da recém realizada 5ª edição do Show de Amizade Angola-Brasil?

O “Dia da Amizade Angola-Brasil” já faz parte do calendário cultural do país. É um momento em que tanto os brasileiros quanto os angolanos, esperam para celebrar a união e a amizade dos dois povos com muita alegria. E, se tudo isso acontece num grande espectáculo, com excelentes músicos e uma estrutura de conforto e segurança, é muito gratificante para nós.
O que gostaria que fosse incluído no mesmo e não se fez?

Não há o que reclamar. Não há nada que gostasse de incluir. Acho que com o quadro “Lata Velha” e o “Encontrar Alguém” do Luciano Huck, do ano passado, ficou a expectativa Augusto Nunes [email protected] Está patente desde Terça-feira última, na Praça da Independência, em Luanda, a exposição “Ser Palanca”, um projecto, lançado em Setembro último, pela Fundação Arte e Cultura.

A mostra, cujo lançamento do projecto ocorreu em Setembro último, reúne vinte e três estátuas da palanca negra a céu aberto. É uma iniciativa nacional de valorização da cultura e do meio ambiente, em parceria com artistas nacionais e estrangeiros.

Visa, entre outras questões, sensibilizar a sociedade sobre a importância de integrar quotidianamente nas suas relações valores como a paz, unidade, tolerância, biodiversidade e auto-estima.

O projecto é executado por dez artistas que deixaram a sua marca ao expressar valores universais nas estátuas das palancas, permitindo que o legado da arte esteja ao serviço da por alguma surpresa. Mas, surpresas podem acontecer no próximo ano.

Há uma questão que nós, da organização, gostaríamos de ver: faixas e cartazes para os músicos e artistas.

Isso é um hábito em vários eventos de massas, pelo mundo inteiro, seja em jogos de futebol ou shows musicais. Aqui seria bonito ver isso como forma de acarinhar os artistas. Para o próximo ano vamos fazer uma grande promoção e dar prémios para as faixas mais criativas e bonitas.
Que opinião tem sobre os músicos seleccionados para a mesma?

A selecção é sempre uma parte complicada, pois existem excelentes nomes em Angola e isso torna a decisão sempre mais difícil. Por isso mesmo realizamos uma pesquisa de opinião, para identificar no público, os nomes que desejam ver na próxima edição.

Os nomes deste ano foram escolhidos com muito cuidado, levando-se em conta o desejo do nosso público que, a meu ver, foi muito bem escolhido. Todos já esperavam que os angolanos B4 e Eduardo Paim fossem um sucesso total, ao que eles confirmaram com excelentes performances. Do Brasil, a surpresa ficou por conta da Aline Barros, pois não sabíamos como seria a aceitação do gospel. E foi incrível! O príncipe do pagode, Thiaghinho, foi o que imaginávamos, pois ele já havia despontado na pesquisa do ano passado com grande popularidade.
Convenceram?

Convenceram muito! Mais do que isso; os músicos superaram as expectativas. Então no panorama geral, o resultado foi muito positivo, o que aumenta as responsabilidades para os próximos anos.
Quais foram para si os momentos emotivos do espectáculo?

O ponto alto foi a surpresa do gospel. A Aline Barros é talentosa e arrasta multidões, mas aqui era ainda uma aposta, e todos saíram vencedores. Foi lindo ver mais de 20 mil pessoas embaladas pela sua voz. Foi incrível!
Fale-nos um pouco da experiência acumulada na produção nestas cinco edições do show?

Não restam dúvidas de que a cada ano aprendemos mais e tudo vai funcionando melhor. A relação e relacionamento com os parceiros, trabalhadores, polícia e serviços de segurança vai sendo ajustado de forma a melhorar e a trazer cada vez mais conforto e segurança. E como disse antes, isso desafia-nos a fazer sempre melhor. E vamos fazer!
Que comentários faz sobre Aline Barros, nesta sua primeira em Angola?

A Aline foi fantástica e estremeceu o relvado. Ficámos muito impressionados mesmo. O Thiaguinho era um sucesso anunciado. Todos tinham certeza de que seria. Como falei, o nome dele apareceu forte nas pesquisas. Ele era um cantor muito requisitado pelo público que questionámos. Foi muito bom mesmo.
O que nos tem a dizer da participação dos músicos Eduardo Paim e B4?

O B4 é um sucesso porque o Big Nelo e o C4 já arrastavam por si só milhares de fãs, já sacudiam a malta, tocando em suas carreiras.

Quando se juntaram foi um estoiro. E tê-los no nosso palco foi magnífico. Só tenho a agradecer.

E quanto ao Eduardo Paim, sou suspeito. Sou fã dele, como artista e como pessoa. Tínhamos absoluta confiança no sucesso da sua apresentação mas eu, particularmente, torcia ainda mais pelo momento dele. O show dele deixou-me sem palavras e a resposta do público diz tudo. Ele merece, pois é um dos maiores nomes de Angola e uma grande pessoa.
Perpectivas para a próxima edição?

Já começámos a trabalhar para o próximo evento. Sempre encerramos o “Dia da Amizade AngolaBrasil” realizando um “debriefing” com todos os envolvidos na organização. Assim discutimos o que funcionou bem e o que pode melhorar e em seguida, passamos a desenhar o próximo.

Nosso “debriefing” foi nesta 2ª e 3ª feira e o “ponta-pé” para a 6ª edição do “Dia da Amizade Angola-Brasil”, que deverá ser em Outubro de 2014, já foi dado.

Outras considerações a acentuar.

Já temos a indicação de nomes daqui e do Brasil, através da pesquisa que fizemos. Nomes de cantores sertanejos do Brasil aparecem com muita força. Quem sabe não fazemos uma outra surpresa com um nome de relevância desse estilo musical tão forte no Brasil.A propósito, todos que quiserem sugerir nomes ou outras ideias, podem fazer por email. Basta escrever para: HYPERLINK “mailto:diadaamizad [email protected] “_blank” [email protected] A opinião de cada um é muito importante pois o evento é feito para o público e saber o que o nosso público pensa, é muito importante. (opais.net)

Por Augusto Nunes

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