PORTUGAL 2013 | A Lenta Morte de Um País Irmão; Privatizações e Elites Angolanas

Francisco Pacavira (Foto: Francisco Pacavira)
Francisco Pacavira (Foto: Francisco Pacavira)
Francisco Pacavira (Foto: Francisco Pacavira)

Como é sabido, as privatizações não melhoram as contas/balanço dos estados nem garantem o bem-estar dos cidadãos. Os países do Mediterrâneo são incapazes de realizar privatizações sem “corrupção, e desvirtuação dos objectivos” preconizados. Portanto, Portugal está cavando a própria tumba com a triste justificação de um forçado diktat emanado pela Troika. A “morte” da Grécia não ensinou nada à classe política portuguesa, querendo com isto dizer que a conclusão é já previsível.

Neste contexto, torna-se complexo prever o que será de Portugal após a presente crise. Todavia, sinto-me em altura de formular uma primeira impressão “a quente”: após a actual perturbação económica e financeira, o país de Camões apresentar-se-há ao mundo como terra sem futuro, com uma massa de jovens “frustrados” – típica situação post-guerra -, e um exército de idosos sem as curas médicas que realmente necessitam. A moldura da União Europeia servirá para aumentar as esperanças e evitar o descalabro total do Estado, mas contemporaneamente continuará impedindo o crescimento do país “dos mários soares” pela razões que conhecemos, onde se destaca a incapacidade de elaboração e aplicação de reformas estruturais, segundo os desejos da Alemanha.

A quem tiver tempo eu aconselho a leitura do artigo “Governo não garante postos de trabalho após privatização”, do Jornal Sol, de 15 de Outubro de 2013 – Cfr. Apêndice -, e os comentários em tom de “frustração” de alguns cidadãos portugueses. O povo português está cada vez mais “lixado”, e todas as culpas caem nas elites angolanas que investem capitais públicos e privados que  também “precisamos” para os salvar dos abutres da finança especulativa internacional. Hoje como hoje, já se sente o fim da paciência em Portugal e tarde, ou cedo, aparecerá alguém que cavalgará tal descontentamento para fins políticos e económicos.

AOS AMIGOS PORTUGUESES

Informem-se mais sobre as relações entre Portugal e Angola. Mais do que raiva, ódio, insultos despropositados, racismo “invejoso” contra os angolanos, vós deveis  “agradecer-nos”, visto que Angola é cheia de “portugueses-angolanos” e portanto, estas empresas continuam nas “vossas” mãos. Controlem os bancos e empresas várias salvadas pelos capitais angolanos: quantos portugueses perderam o emprego? Quando os angolanos saíram de Angola para dirigi-las? Pensem duas vezes antes de falarem; assim procedendo fareis um bem aos dois povos.

Se lestes até aqui, e achais oportuno reflectir sobre este assunto, partilhem o texto.  E como diz António Antunes: “Eu gosto desta terra – Portugal. Nós somos feios, pequenos, estúpidos, mas eu gosto disto.”

Tenho dito.

Por Francisco Pacavira 

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