Plano de carreira dos professores é aprovado na Câmara

Enquanto vereadores votavam na Câmara dos Vereadores, a praça em frente ao prédio foi palco de confrontos (José Pedro Monteiro / Agência O Dia)

Proposta da prefeitura foi aprovada por 36 votos a 3; foram anexadas 31 emendas.

 Enquanto vereadores votavam na Câmara dos Vereadores, a praça em frente ao prédio foi palco de confrontos (José Pedro Monteiro / Agência O Dia)
Enquanto vereadores votavam na Câmara dos Vereadores, a praça em frente ao prédio foi palco de confrontos (José Pedro Monteiro / Agência O Dia)

A Câmara dos Vereadores do Rio aprovou nesta terça-feira (1ª) a proposta da prefeitura para o novo plano de carreira dos professores municipais do Rio de Janeiro. No total, 36 vereadores votaram a favor do projeto, que teve 31 emendas. Apenas três vereadores foram contra. O plano de carreiras segue agora para sanção do prefeito Eduardo Paes.

Do lado de fora da Casa, manifestantes entraram em confronto com a polícia. PMs atiraram contra o grupo bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta e prédios e bancos foram depredados, na correria. Por volta das 19h, a situação ainda era crítica no entorno da Câmara.

Antes de as emendas serem aprovadas, o texto base do plano também passou por votação e foi aceito pela maioria, por 35 votos 3. Apenas Cesar Maia, Carlo Caiado e Tio Carlos, do DEM, votaram contra a proposta da prefeitura.

O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) informou que os professores municipais vão continuar em greve. Uma nova assembleia foi marcada pela categoria para a próxima sexta-feira (4) para decidir sobre a continuidade da paralisação.

Há uma série de divergências entre a proposta da prefeitura e os interesses do Sepe. Um dos pontos polêmicos, segundo o Sepe, é o fato de o plano de carreiras beneficiar apenas os professores que cumprem carga horária de 40 horas semanais. O sindicato alega ainda que a prefeitura não incentiva quem investe na própria formação.

Gesa Linhares, uma das coordenadoras gerais do o Sepe, diz que os professores não tiveram acesso às emendas dos vereadores ao projeto. O vereador Cesar Maia também pediu uma cópia das emendas, após a votação. Ele diz que não viu o conteúdo. Mas vereadora Laura Carneiro (PTB) disse que postou o documento no Facebook.

Os docentes se posicionaram contra o plano desde a apresentação do projeto pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. Eles exigiam a retirada de votação pois diziam que a medida atende somente a 10% da categoria na capital.

Vereadores da oposição querem anular na Justiça a votação desta terça. A alegação é de que a sessão na Câmara foi ilegal, já que a votação foi fechada ao público. (r7.com)

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